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# 142 Podcast
Sueli Machado
O Reino do Bem na Terra
Acompanhe a esclarecedora palestra de Sueli Machado com o tema "O Reino do Bem na Terra", inspirada nos profundos questionamentos de Allan Kardec.
Diante das crises morais, dos conflitos e das dores que assolam a humanidade atual, muitos questionam se a Terra será sempre um cenário de sofrimentos. À luz da Doutrina Espírita, compreendemos que o nosso planeta está submetido à irresistível Lei do Progresso, atravessando uma transição necessária. O Reino do Bem não é uma utopia distante, mas uma realidade que se constrói no presente através da depuração moral de cada um de nós.
Assista, reflita e fortaleça a sua esperança no futuro iluminado da nossa humanidade!
Sueli Machado
A engrenagem do progresso: como as crises atuais preparam a Terra para uma nova era de paz?
A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo - As predições - Capítulo XVIII — São chegados os tempos - Sinais dos tempos - 2
2. Tudo na criação é harmonia; tudo revela uma previdência que não se desmente, nem nas menores, nem nas maiores coisas. Temos, pois, que afastar, desde logo, toda idéia de capricho, por inconciliável com a sabedoria divina. Em segundo lugar, se a nossa época está designada para a realização de certas coisas, é que estas têm uma razão de ser na marcha do conjunto.
Isto posto, diremos que o nosso globo, como tudo o que existe, esta submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Ambos esses progressos se realizam paralelamente, porquanto o melhoramento da habitação guarda relação com o do habitante. Fisicamente, o globo terráqueo há experimentado transformações que a ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados. Moralmente, a humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. Ao mesmo tempo que o melhoramento do globo se opera sob a ação das forças materiais, os homens para isso concorrem pelos esforços de sua inteligência. Saneiam as regiões insalubres, tornam mais fáceis as comunicações e mais produtiva a terra.
De duas maneiras se executa esse duplo progresso: uma, lenta, gradual e insensível; a outra, caracterizada por mudanças bruscas, a cada uma das quais corresponde um movimento ascensional mais rápido, que assinala, mediante impressões bem acentuadas, os períodos progressivos da humanidade. Esses movimentos, subordinados, quanto às particularidades, ao livre-arbítrio dos homens, são, de certo modo, fatais em seu conjunto, porque estão sujeitos a leis, como os que se verificam na germinação, no crescimento e na maturidade das plantas. Por isso é que o movimento progressivo se efetua, às vezes, de modo parcial, isto é, limitado a uma raça ou a uma nação, doutras vezes, de modo geral.
O progresso da humanidade se cumpre, pois, em virtude de uma lei. Ora, como todas as leis da natureza são obra eterna da sabedoria e da presciência divinas, tudo o que é efeito dessas leis resulta da vontade de Deus, não de uma vontade acidental e caprichosa, mas de uma vontade imutável. Quando, por conseguinte, a humanidade está madura para subir um degrau, pode dizer-se que são chegados os tempos marcados por Deus, como se pode dizer também que, em tal estação, eles chegam para a maturação dos frutos e sua colheita.
Esta lição traz esperança aos dias atuais, lembrando que as crises e dificuldades funcionam como uma reforma necessária para a purificação da humanidade, tal como a Sueli bem destaca na palestra.