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# 79 Podcast 
Rogério Alves

O que tem do outro lado do muro?
Você conhece o caráter revolucionário do Espiritismo? Nesta palestra, vamos conversar sobre a Fé e a Confiança.
Quer se apaixonar por essa doutrina? Leia o Capítulo 19 do Evangelho segundo o Espiritismo... E mergulhe nessas transformações!

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Tema, Data e Palestrante
Prece
Palestra
RE-janeiro-1868
Qual a finalidade de nossas Transformações?
Espiritismo - A 3ª revelação
Caráter da revelação espírita
O espiritismo implementado
A importância do Livro dos Espíritos
Deus é o mesmo para todos
O que tem do outro lado do muro?
O caráter revolucionário do Espiritismo
Fé é Confiança
Fé Humana e Divina

Rogério Alves

Revista Espírita — Jornal de estudos psicológicos — 1868 - Janeiro (Se desejar, veja na Kardecpedia o texto completo)

Revista espírita — Jornal de estudos psicológicos — 1868

 

"...O abade Poussin reconhece duas coisas:
1º ─ que o Espiritismo envolve, como numa imensa rede, a Sociedade inteira;
2º ─ que prestou à Igreja o serviço de derrubar as teorias materialistas do século dezoito. Vejamos que consequências decorrem destes dois fatos.

Como dissemos, a grande maioria dos adeptos do Espiritismo é recrutada entre os incrédulos. Com efeito, perguntai aos adeptos do Espiritismo em que eles acreditavam antes de ser espíritas, e 90% deles responderão que não acreditavam em nada ou, pelo menos, que duvidavam de tudo.

Para eles, a existência da alma era uma hipótese, sem dúvida desejável, mas incerta; a vida futura era uma quimera; o Cristo era um mito ou, no máximo, um filósofo; Deus, se ele existia, devia ser injusto, cruel e parcial, razão pela qual eles tanto gostavam de crer que ele não existisse.

Hoje eles creem, e sua fé é inabalável, porque ela está fundamentada na evidência e na demonstração e satisfaz à sua razão; o futuro não mais é uma esperança, mas uma certeza, porque eles veem a vida espiritual manifestar-se aos seus olhos; dela não duvidam mais do que duvidam do nascer do sol.

 

É verdade que eles não acreditam nem nos demônios nem nas chamas eternas do inferno, mas em compensação acreditam firmemente num Deus soberanamente justo, bom e misericordioso; eles não creem que o mal venha dele, que é a fonte de todo o bem, nem dos demônios, mas das próprias imperfeições do homem; que se o homem se reformar, o mal não existirá mais; vencer-se a si mesmo é vencer o demônio.

Tal é a fé dos espíritas, e a prova de sua força é que se esforçam por se tornarem melhores, por dominar seus maus pendores e por colocar em prática as máximas do Cristo, olhando todos os homens como irmãos, sem acepção de raças, de castas, nem de seitas, perdoando aos seus inimigos, retribuindo o mal com o bem, a exemplo do divino modelo.

Sobre quem devia o Espiritismo ter mais fácil acesso? Não é sobre os que tinham fé e a quem esta bastava; que nada pediam e de nada necessitavam, mas sobre aqueles a quem faltava a fé. Como o Cristo, ele foi aos doentes e não aos que tinham saúde; aos que têm fome e não aos saciados. Ora, os doentes são os que se acham torturados pelas angústias da dúvida e da incredulidade.

E o que foi que ele fez para trazê-los a si? Foram grandes reforços de reclames? Indo pregar a doutrina em praças públicas? Violentando as consciências? Absolutamente, porque estes são os meios da fraqueza, e se ele os tivesse usado, teria mostrado que duvidava do poder de sua moral.

 

Ele tem como regra invariável, conforme a lei da caridade ensinada pelo Cristo, não constranger ninguém, respeitar todas as convicções; contentou-se em anunciar os seus princípios, em desenvolver em seus escritos as bases sobre as quais estão assentadas as suas crenças, e deixou virem a si os que quisessem. Se vieram muitos, é que a muitos conveio e muitos nele acharam o que não haviam achado alhures.
 

Como ele recrutou principalmente entre os incrédulos, se, em alguns anos, ele envolveu o mundo, isto prova que os incrédulos e os que não estão satisfeitos com o que lhes dão são numerosos, porque não se é atraído senão para onde se encontra algo melhor do que o que se tem. Dissemos centenas de vezes: Querem combater o Espiritismo? Que deem algo melhor que ele dá. 

Reconheceis, senhor abade, que o Espiritismo prestou à Igreja o serviço de derrubar as teorias materialistas. Sem dúvida é um grande feito, do qual ele se glorifica. Mas como o conseguiu? Precisamente com o auxílio desses meios que chamais diabólicos, das provas materiais que ele dá da alma e da vida futura; foi com a manifestação dos Espíritos que ele confundiu a incredulidade e que triunfará definitivamente..."

O Evangelho segundo o Espiritismo - Capítulo I — Não vim destruir a Lei - O Espiritismo - 6 (veja na Kardecpedia)

A Terceira Revelação

 

6. A lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação;
a do Novo Testamento tem-na no Cristo.
O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus,
mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade,
porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos,
que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra,
com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários.

É, de certa maneira, um ser coletivo, formado pelo conjunto dos seres do mundo espiritual,
cada um dos quais traz o tributo de suas luzes aos homens, para lhes tornar conhecido esse mundo e a sorte que os espera.

A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo - A Gênese - Capítulo I — Caráter da revelação espírita (Se te interessar saber o valor da Revelação dos espíritos, leia mais na Kardecpedia)


Capítulo I - Caráter da revelação espírita

 

1. Pode o Espiritismo ser considerado uma revelação? Neste caso, qual o seu caráter? Em que se funda a sua autenticidade? A quem e de que maneira foi ela feita? É a doutrina espírita uma revelação, no sentido teológico da palavra, ou por outra, é, no seu todo, o produto do ensino oculto vindo do Alto? É absoluta ou suscetível de modificações? Trazendo aos homens a verdade integral, a revelação não teria por efeito impedi-los de fazer uso das suas faculdades, pois que lhes pouparia o trabalho da investigação?

 

Qual a autoridade do ensino dos Espíritos, se eles não são infalíveis e superiores à humanidade? Qual a utilidade da moral que pregam, se essa moral não é diversa da do Cristo, já conhecida? Quais as verdades novas que eles nos trazem? Precisará o homem de uma revelação? E não poderá achar em si mesmo e em sua consciência tudo quanto é mister para se conduzir na vida? Tais as questões sobre que importa nos fixemos.

 

2. Definamos primeiro o sentido da palavra revelação. Revelar, do latim revelare, de raiz velum, véu, significa literalmente sair de sob o véu — e, figuradamente, descobrir, dar a conhecer uma coisa secreta ou desconhecida. Em sua acepção vulgar mais genérica, essa palavra se emprega a respeito de qualquer coisa ignota que é divulgada, de qualquer ideia nova que nos põe ao corrente do que não sabíamos. Deste ponto de vista, todas as ciências que nos fazem conhecer os mistérios da natureza são revelações, e pode dizer-se que há para a humanidade uma revelação incessante. A astronomia revelou o mundo astral, que não conhecíamos; a geologia revelou a formação da Terra; a química, a lei das afinidades; a fisiologia, as funções do organismo, etc.; Copérnico, Galileu, Newton, Laplace, Lavoisier foram reveladores.

 

3. A característica essencial de qualquer revelação tem que ser a verdade. Revelar um segredo é tornar conhecido um fato; se é falso, já não é um fato e, por consequência, não existe revelação. Toda revelação desmentida por fatos deixa de o ser, se for atribuída a Deus. Não podendo Deus mentir, nem se enganar, ela não pode emanar dele: deve ser considerada produto de uma concepção humana...

A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo - As predições > Capítulo XVIII — São chegados os tempos - Sinais dos tempos - 17 (leia na Kardecpedia)

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São chegados os tempos - Sinais dos tempos

 

7. A fraternidade será a pedra angular da nova ordem social; mas, não há fraternidade real, sólida, efetiva, senão assente em base inabalável e essa base é a fé, não a fé em tais ou tais dogmas particulares, que mudam com os tempos e os povos e que mutuamente se apedrejam, porquanto, anatematizando-se uns aos outros, alimentam o antagonismo, mas a fé nos princípios fundamentais que toda a gente pode aceitar e aceitará: 

 

Deus, a alma, o futuro, o progresso individual indefinito, a perpetuidade das relações entre os seres. Quando todos os homens estiverem convencidos de que Deus é o mesmo para todos; de que esse Deus, soberanamente justo e bom, nada de injusto pode querer; que não dele, porém dos homens vem o mal, todos se considerarão filhos do mesmo Pai e se estenderão as mãos uns aos outros.

 

Essa a fé que o Espiritismo faculta e que doravante será o eixo em torno do qual girará o gênero humano, quaisquer que sejam os cultos e as crenças particulares.

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