Numa época conturbada por tantos Conflitos, opondo-se à enorme necessidade de Prazeres – surge como efeito a mudança de hábitos da humanidade nova, caracterizada pela falta de Identidade em conceitos como: limites, valores, princípios; junto a uma fixação irrefletida em coisas materiais nunca vista pelas massas...
Essa Palestra faz uma reflexão profunda sobre o chamado Progresso, a Liberdade, a Servidão Voluntária a sistemas e a busca por Felicidade, utilizando o livro "Admirável Mundo Novo" (de Adous Huxley) como metáfora para alertar sobre os perigos da Acomodação e da Perda de Autenticidade em sociedades modernas.
Se desejar, oferecemos uma Síntese do Conteúdo,para uma visão geral do Conteúdo abordado.
05:44
16:39
17:59
22:17
24:48
27.07
28:40
41:14
44:45
48:50
O Não Sofrer
O Progresso Intelectual
A Perda de Si
Controle Social pela Sedução e Prazer
Sociedade sem Liberdade Individual
Condicionamento Social x Liberdade
A Droga como Controle Social e Felicidade Artificial
A fuga aos Confrontos da Realidade
Lenina - o Retrato Social da Pacividade
John, o selvagem - o Confronto
​
Sueli Machado

Adous
Huxley
- 1932 -
atualidade
Apresentamos um Resumo simplificado da Palestra:
“Eu sei que a gente se acostuma..., mas não devia...
​
Resumo
A apresentação explora o tema do progresso moral e intelectual, utilizando referências filosóficas e literárias, especialmente a obra "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, para discutir como a sociedade se acostuma com a perda de liberdade e autenticidade em troca de conforto e prazer.
1. O hábito e a acomodação
O texto inicial reflete sobre como as pessoas se acostumam para evitar sofrimento, preservando-se, mas ao mesmo tempo perdendo a autenticidade e a própria essência.
​
2. Obstáculos ao progresso moral
Destaca o orgulho e o egoísmo como principais obstáculos ao progresso moral. O progresso intelectual, por sua vez, pode intensificar esses vícios, mas também impulsiona o esclarecimento do espírito. O mal pode gerar o bem, mostrando a complexidade das relações morais.
​
3. O futuro e a liberdade
O futuro não chega abruptamente, mas se infiltra silenciosamente, mascarando-se como progresso. Questiona-se o que acontece quando a liberdade se torna irrelevante e a verdade é abafada por distrações.
4. O papel do prazer e da servidão
A apresentação sugere que o maior perigo não é o que o poder faz contra nós, mas o que aceitamos perder sem protestar. As correntes da servidão são feitas de prazer, e as pessoas podem esquecer a liberdade ao amar sua própria servidão.
5. Huxley e "Admirável Mundo Novo"
Aldous Huxley, ao estudar literatura inglesa, percebeu como o conhecimento científico pode tanto libertar quanto controlar sociedades. Em "Admirável Mundo Novo", ele descreve um mundo onde a liberdade individual é abolida em nome da estabilidade, e a felicidade é superficial e fabricada.
6. Soma: o ópio das massas
O "soma" é apresentado como uma droga que garante felicidade artificial, eliminando emoções negativas e mantendo a população dócil, substituindo a religião e impedindo experiências profundas e autênticas.
7. Personagens e confronto de visões
Lenina Crowny representa a cidadã perfeita, conformada e repetidora de slogans. John, o selvagem, contrapõe-se ao sistema, valorizando o desconforto, a liberdade, a poesia e o sofrimento como elementos essenciais para a experiência autêntica.
8. Crítica de Huxley
A recusa de John sintetiza a crítica de Huxley: sem dor não há experiência autêntica, sem sofrimento não existe grandeza.
9. Perspectiva de mudança
Finaliza sugerindo que esse estado de coisas é temporário e será modificado à medida que o ser humano compreender que existe uma felicidade maior e mais duradoura além dos bens terrenos.
Em síntese:
A apresentação faz uma reflexão profunda sobre o progresso, liberdade, servidão voluntária e a busca por felicidade, utilizando "Admirável Mundo Novo" como metáfora para alertar sobre os perigos da acomodação e da perda de autenticidade em sociedades modernas.

