
# 89 Podcast
Sueli Machado
Assumir as próprias escolhas tornou-se um grande desafio na era da globalização,
que influencia nosso discernimento e valores.
Isso dificulta decisões pessoais e o desenvolvimento de uma visão própria da realidade.
Se você percebe essa influência, assista ao vídeo, que discute as barreiras a serem superadas, para a garantia do nosso futuro.
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Título/ Data/ Palestrante
Prece
Palestra
Dúvida do Senso Comum
A Liberdade
mais sobre a Fatalidade
Contraste entre Espíritos
Cocriadores da própria Realidade
Ningém nos faz mal
Sueli Machado
O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo X — 9. Lei de liberdade > Fatalidade - 851 — (veja na Kardecpedia)
851. Haverá fatalidade nos acontecimentos da vida, conforme ao sentido que se dá a este vocábulo? Quer dizer: todos os acontecimentos são predeterminados? E, neste caso, que vem a ser do livre-arbítrio?
“A fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espírito fez, ao encarnar, desta ou daquela prova para sofrer. Escolhendo-a, instituiu para si uma espécie de destino, que é a consequência mesma da posição em que vem a achar-se colocado. Falo das provas físicas, pois, pelo que toca às provas morais e às tentações, o Espírito, conservando o livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir.
Ao vê-lo fraquejar, um Espírito bom pode vir-lhe em auxílio, mas não pode influir sobre ele de maneira a dominar-lhe a vontade. Um Espírito mau, isto é, inferior, mostrando-lhe, exagerando aos seus olhos um perigo físico, o poderá abalar e amedrontar. Nem por isso, entretanto, a vontade do Espírito encarnado deixa de se conservar livre de quaisquer peias.”
O Céu e o Inferno ou a justiça divina segundo o Espiritismo - Primeira parte — Doutrina - Capítulo I — O futuro e o nada - 10 — (veja na Kardecpedia)
10. Além do fato de que esses sistemas não satisfazem nem a razão, nem as aspirações do homem, esbarra-se aí, como se vê, em dificuldades intransponíveis, porque eles são incapazes de resolver todas as questões que levantam. O homem tem então três alternativas: o nada, a absorção, ou a individualidade da alma antes e depois da morte.
É a esta última crença que a lógica nos leva invencivelmente; é também ela que constituiu o fundo de todas as religiões desde que o mundo existe. Se a lógica nos conduz à individualidade da alma, ela nos leva também a esta outra consequência, que o destino de cada alma deve depender de suas qualidades pessoais, pois seria irracional admitir que a alma atrasada do selvagem e a do homem perverso estejam no mesmo nível que a do erudito e do homem de bem.
Segundo a justiça, cada uma deve ter a responsabilidade de seus atos; mas para que sejam responsáveis, é preciso que sejam livres para escolher entre o bem e o mal; sem livre-arbítrio, há fatalidade, e com fatalidade, não poderia haver responsabilidade.
O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo X — 9. Lei de liberdade - Livre-arbítrio - 843 — (veja na Kardecpedia)
843. Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?
“Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.”
Instruções práticas sobre as manifestações espíritas - Vocabulário espírita - Livre-arbítrio— (veja na Kardecpedia)
• Livre -Arbítrio
Liberdade moral do homem; faculdade de guiar-se conforme a sua vontade, na realização de seus atos.
Ensinam os Espíritos que a alteração das faculdades mentais, por uma causa acidental ou natural
constitui o único caso em que o homem se vê privado do livre-arbítrio.
Fora disto é sempre senhor de fazer ou não fazer uma coisa.
Ele goza dessa liberdade no estado de Espírito e é em virtude dessa faculdade que livremente escolhe a existência e as provas que julga adequadas ao seu adiantamento.
Conserva-a no estado corpóreo, a fim de poder lutar contra as mesmas provas.
Os Espíritos que ensinam esta doutrina não podem ser maus.
O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo X — 9. Lei de liberdade - Livre-arbítrio - 844 — (veja na Kardecpedia)
844. Do livre-arbítrio goza o homem desde o seu nascimento?
“Há liberdade de agir, desde que haja vontade de fazê-lo.
Nas primeiras fases da vida, quase nula é a liberdade,
que se desenvolve e muda de objeto com o desenvolvimento das faculdades.
Estando seus pensamentos em concordância com o que a sua idade reclama,
a criança aplica o seu livre-arbítrio àquilo que lhe é necessário.”
Novo Testamento - 1 Cotíntios 6 — (veja na Bíblia Online)
¹ Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos?
² Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?
³ Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?
⁴ Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja?
⁵ Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?
⁶ Mas o irmão vai a juízo com o irmão, e isto perante infiéis.
⁷ Na verdade é já realmente uma falta entre vós, terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes o dano?
⁸ Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos irmãos.
⁹ Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?
¹⁰ Não erreis: nem os fornicadores, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.
¹¹ E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.
¹² Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.
¹³ Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a fornicação, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo.
¹⁴ Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder.
¹⁵ Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz? Não, por certo.
¹⁶ Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque diz, serão dois uma só carne.
¹⁷ Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.
¹⁸ Fugi da fornicação. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que fornica peca contra o seu próprio corpo.
¹⁹ Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
²⁰ Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.
1 Coríntios 6:1-20
Instruções práticas sobre as manifestações espíritas - Vocabulário espírita - Fatalidade — (veja na Kardecpedia)
FATALIDADE – do lat. fatalitas, de fatum, destino. Destino inevitável. Doutrina que supõe sejam todos os acontecimentos da vida e, por extensão, todos os nossos atos, predestinados e submetidos a uma lei à qual não nos podemos subtrair. Há duas espécies de fatalidade: uma proveniente de causas exteriores, que nos podem atingir e reagem sobre nós; poderíamos chamá-la reativa, exterior, fatalidade eventual; a outra, que se origina em nós mesmos, determina todas as nossas ações; é a fatalidade pessoal. No sentido absoluto do vocábulo, a fatalidade transforma o homem numa máquina, sem iniciativa nem livre-arbítrio e, consequentemente, sem responsabilidade. É a negação de toda moral.
Segundo a doutrina espírita, escolhendo sua nova existência, pratica o Espírito um ato de liberdade. Os acontecimentos da vida são a consequência da escolha e estão em relação com a posição social da existência. Se o Espírito deve renascer em condição servil, o meio no qual se achar criará os acontecimentos muito diversos dos que se lhe apresentariam se tivesse de ser rico e poderoso. Mas, seja qual for essa condição, conserva ele o livre-arbítrio em todos os atos de sua vontade, e não será fatalmente arrastado a fazer isto ou aquilo, nem a sofrer este ou aquele acidente. Pelo gênero de luta escolhido, tem ele possibilidade de ser levado a certos atos ou encontrar certos obstáculos, mas não está dito que isto devesse acontecer infalivelmente, ou que não o possa evitar por sua prudência e por sua vontade. É para isso que Deus lhe dá a capacidade de raciocínio.
Dá-se o mesmo que se fosse um homem que, para chegar a um objetivo, tivesse três caminhos à escolha: pela montanha, pela planície ou pelo mar. No primeiro, a possibilidade de encontrar pedras e precipícios; na segunda pântanos; na terceira, tempestades. Mas não está dito que será esmagado por uma pedra, que se atolará no brejo ou que naufragará aqui e não ali. A própria escolha do caminho não é fatal, no sentido absoluto do vocábulo: por instinto o homem tomará aquele no qual deverá encontrar a prova escolhida. Se tiver que lutar contra as ondas, seu instinto não o levará a tomar o caminho das montanhas.
Conforme o gênero de provas escolhido pelo Espírito, acha-se o homem exposto a certas vicissitudes. Em consequência dessas mesmas vicissitudes, é ele submetido a arrastamentos aos quais deve subtrair-se. Aquele que comete um crime não é fatalmente levado a cometê-lo: escolheu um caminho de luta que a isso pode excitá-lo; se ceder à tentação, é pela fraqueza de sua vontade. Assim, o livre-arbítrio existe para o Espírito no estado errante, na escolha que faz das provas a que deve submeter-se, e existe na condição de encarnado nos atos da vida corpórea. Só o instante da morte é fatal: porque o gênero de morte é ainda uma consequência da natureza das provas escolhidas.
O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo X — 9. Lei de liberdade - Fatalidade - 852 - (veja na Kardecpedia)
852. Há pessoas que parecem perseguidas por uma fatalidade, independente da maneira por que procedem. Não lhes estará no destino o infortúnio?
“São, talvez, provas que lhes caiba sofrer e que elas escolheram. Porém, ainda aqui lançais à conta do destino o que as mais das vezes é apenas consequência de vossas próprias faltas. Trata de ter pura a consciência em meio dos males que te afligem e já bastante consolado te sentirás.”
As ideias exatas ou falsas que fazemos das coisas nos levam a ser bem ou mal sucedidos, de acordo com o nosso caráter e a nossa posição social.
Achamos mais simples e menos humilhante para o nosso amor-próprio atribuir antes à sorte ou ao destino os insucessos que experimentamos, do que à nossa própria falta.
É certo que para isso contribui algumas vezes a influência dos Espíritos, mas também o é que podemos sempre forrar-nos a essa influência, repelindo as ideias que eles nos sugerem, quando más.
O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo X — 9. Lei de liberdade - Fatalidade - 853 - (veja na Kardecpedia)
853. Algumas pessoas só escapam de um perigo mortal para cair em outro. Parece que não podiam escapar da morte. Não há nisso fatalidade?
“Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte o é. Chegado esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não podeis furtar-vos.”
O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo X — 9. Lei de liberdade - Fatalidade - 853a - (veja na Kardecpedia)
853a. — Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, se a hora da morte ainda não chegou, não morreremos?
“Não; não perecerás e tens disso milhares de exemplos. Quando, porém, soe a hora da tua partida, nada poderá impedir que partas. Deus sabe de antemão de que gênero será a morte do homem e muitas vezes seu Espírito também o sabe, por lhe ter sido isso revelado, quando escolheu tal ou qual existência.”
O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo X — 9. Lei de liberdade - Fatalidade - 854 — (veja na Kardecpedia)
854. Do fato de ser infalível a hora da morte poder-se-á deduzir que sejam inúteis as precauções que tomemos para evitá-la?
“Não, visto que as precauções que tomais vos são sugeridas com o fito de evitardes a morte que vos ameaça. São um dos meios empregados para que ela não se dê.”