
# 40 - Podcast - CEF
Sueli Machado
0:00
0:08
00:47
02:51
04:28
07:37
10:51
14:41
16:55
17:38
21:52
25:43
27:23
28:59
34:52
35:12
38:05
38:22
39:08
39:358
42:05
43:42
46:42
47:38
50:08
53:11
54:22
55:18
01:01:40
Tema e Palestrante
Prece
Palestra
104 Anos
Diferença entre Centro e Casa Espírita
Dimensões do Centro 1
Dimensões do Centro 2
Entendimento ao pé-da-letra
Dimensões do Centro 3
Amparo-Espiritismo
Dimensões do Centro 4
O Centro Espírita 1
Servir ao Próximo
O Centro Espírita 2
Centros de Estudos
LE - 134
Centros de Estudos
Síntese sobre Centro Espírita
Aspecto Coletivo da Casa Espírita
Propósito de Estudo
a Távola Redonda
Dimensões do Centro 5
Templo
Lar
Hospital
Escola
Oficina
Centro Espírita Friburguense
Poema Sueli Machado
Sueli Machado
Livro: Dimensões Espirituais do Centro Espírita - Suely Caldas Schubert (baixe o Livro, em PDF)
Dimensões espirituais do Centro Espírita
Suely Caldas Schubert
Introdução
Costumamos frequentar o Centro Espírita durante anos sem atentarmos para aspectos mais profundos da sua importância, pois o vemos apenas como o local onde vamos buscar ajuda, consolo, amparo e esclarecimento, e onde se tem um bom ambiente espiritual, apropriado para as reuniões espíritas. Não nos damos conta de toda a complexa estrutura espiritual que mantém uma sede de atividades espíritas, no âmbito dos encarnados, para que ela possa atuar nos dois planos da vida.
Entretanto, há alguns anos, estamos sendo conscientizados, principalmente através de mensagens dos Instrutores Espirituais, do que é, na realidade, o Centro Espírita e a premente necessidade que temos de adequá-lo e preservá-lo de acordo com as diretrizes da Codificação, bem como dos cuidados com que a Espiritualidade Maior cerca e dispensa, ao longo do tempo, aos núcleos espíritas que estão incluídos entre os que são merecedores dessas providências, pelo trabalho sério, nobre e edificante que realizam.
O Espírito Manoel Philomeno de Miranda relata no capítulo 21 do livro Tramas do Destino, como são os planejamentos espirituais de um Centro Espírita, inclusive relatando os compromissos assumidos pela equipe espiritual que trabalharia diretamente com os encarnados, junto àquele que seria o seu patrono, no caso o Espírito Francisco Xavier, que foi abnegado trabalhador do Cristianismo no século XVI. 1
Iremos enfocar aqui alguns desses planejamentos do plano extra físico, e como são efetuados na prática pelos Benfeitores Espirituais, fazendo uma reflexão em torno da participação dos encarnados, enquanto tarefeiros da seara espírita.
Alicerces espirituais
O Centro Espírita é muito mais do que a casa física que lhe serve de sede. Transcende às paredes, aos muros que o circundam e ao teto que o cobre. Em verdade, o Centro Espírita é um complexo espiritual em que se labora nos dois planos da vida, a física e a extrafísica, e com as duas humanidades, a dos encarnados e a dos Espíritos desencarnados.
Em razão disso, as providências e cuidados da Espiritualidade Maior são imensos quanto ao planejamento e a organização de uma instituição espírita.
Já há muito sabemos que as planificações espirituais antecedem as dos encarnados, por isso se diz, comumente, quando se pensa e projeta uma obra espírita, que esta já estava edificada na Espiritualidade. O que é real e verdadeiro.
Os alicerces espirituais, portanto, são “levantados” bem antes, servindo de modelo para a obra que se pretende edificar no plano terreno.
O Centro Espírita não é a casa onde ele se abriga, mas, sim, o labor que ali se desenvolve, o ambiente que se cultiva e preserva, a organização intemporal que o orienta e assessora, os objetivos e finalidades que o norteiam, o ideal e o sentimento com que o conduzem. Por isso prescinde a obra espírita do luxo e do supérfluo para atender à simplicidade e ao conforto que a tornem acolhedora.
As suas bases, os seus alicerces espirituais assim argamassados farão com que a obra se erga firme na Terra e permaneça de pé vencendo as tormentas e vicissitudes humanas. É “a casa edificada sobre a rocha”, de que nos fala Jesus, capaz de resistir através dos tempos. Mas que só se materializará se a equipe encarnada colocar dia a dia os tijolos do amor e o cimento da perseverança; se os labores ali efetuados levarem o sinete da caridade e do desinteresse pessoal, transformando-se assim em templo e lar, hospital e escola.
Reafirmamos: para isto não há necessidade de que a obra seja luxuosa ou grandiosa; ela poderá ser uma casinha simples, despojada, de acordo com a realidade local, e ter uma atmosfera espiritual resplandecente, resultante do trabalho que ali se realiza, pois no dizer de Léon Denis “no mais miserável tugúrio há frestas para Deus e para o Infinito”.

A Voz da Serra - Jornal
O Centro do Amparo foi pai
do Centro Espírita Friburguense
um Canal de Histórias de Nova Friburgo - Janaína Botelho
matéria do acervo do jornal - A Voz da Serra- RJ
Matéria do acervo do jornal "A Voz da Serra", de Nova Friburgo (link no site do jornal)
"matéria de quinta-feira, 13 de julho de 2017
Amparo: berço da doutrina Espírita
O Centro Espírita São João Batista de Amparo foi um dos primeiros a se instalar no Brasil. A doutrina espírita surge com Hippolyte Léon Denizard Rivail, que adotou o pseudônimo de Allan Kardec. Nascido em Lyon, na França, em 3 de outubro de 1804, foi um dos pioneiros a pesquisar cientificamente os fenômenos paranormais, notadamente a mediunidade. Faleceu em Paris, em 31 de março de 1869, tendo deixado uma vasta legião de seguidores.
O Centro foi fundado em 2 de agosto de 1888, por uma descendente de colonos suíços, Marie Hortence Bardy Curty. Casou-se com Jorge Gripp, descendente de colonos alemães, os Grieb, nome que sofreu uma corruptela para Gripp, e passou a chamar-se Hortência Gripp. Sua adesão à doutrina espírita se deu quando perdeu um bebê, seu 14° filho, que faleceu com poucos dias de nascido. Visitando a irmã Francisca Marchon após a perda de seu bebê em Aldeia Velha, distrito de Indaiassú, hoje Casimiro de Abreu, encontrou conforto nas palavras da irmã, já adepta do espiritismo. Retornando ao Amparo levou consigo um livro em francês sobre os ensinamentos de Allan Kardec dado pela irmã. Parece ter encontrado campo fértil para a doutrina espírita entre os moradores dessa localidade, notadamente entre os descendentes de colonos suíços e alemães que para Amparo se dirigiram em busca de terras férteis, abandonando as datas de terras do Núcleo Colonial. As primeiras reuniões de estudo da obra de Allan Kardec foram efetuadas na residência de Hermano Hermsdorff, que seria o primeiro presidente do Centro Espírita São João Batista.
Em 1890, tiveram início as sessões práticas tendo como médium João Lamblet, psicografadas do espírito de Paulo Lamblet, esses últimos descendentes de colonos suíços. A primeira diretoria foi constituída por Hermano Hermsdorff, Eugênio Gripp, Pedro Alberto Gripp, Jorge Augusto Gripp, Hermenegildo João Gripp, Guilherme Luiz Gripp, Fernando Lamblet, Pedro Lamblet, João Borel, Honorato Alberto de Souza, João Berçot e Avelino Carlos de Oliveira Castilho. Curiosamente o jornal “A Noite” publicou em março de 1925 que o distrito de Amparo tinha aproximadamente três mil habitantes e que todos eram adeptos do espiritismo. Exagero à parte, de qualquer forma ilustra como essa doutrina encontrara muitos seguidores nessa localidade, um dos mais importantes distritos agrícolas de Nova Friburgo.
Mas, nem tudo eram flores! O município de Nova Friburgo já vivia em longa data um conflito religioso entre católicos e protestantes e agora, somava-se a doutrina espírita, que escolhera como nome do centro o santo padroeiro da cidade. No pensamento da Igreja Católica seria uma provocação? Em 1891, o delegado Augusto Braga recebeu a notícia-crime de que a família Gripp praticava feitiçaria. Se dirigindo ao Amparo para efetuar uma investigação, foi convidado a assistir a uma sessão e lhe foi ofertado o livro “O Evangelho segundo do Espiritismo”. Na conclusão de seu inquérito policial relatou ser infundada a denúncia de feitiçaria e consentiu a continuidade dos encontros no Centro Espírita.
Como Amparo fazia parte da Freguesia de São José do Ribeirão, foi anexado a Bom Jardim, no início da República. Só retornou a pertencer a Nova Friburgo em 1911, por ser reduto de Galdino do Valle Filho, importante político do município. No período em que pertenceu a Bom Jardim, o Centro Espírita São João Batista sofreu novamente perseguição por parte da autoridade policial e seus membros passaram a reunir-se clandestinamente. O Centro Espírita de Amparo continua até hoje na mesma sede, do século 19. Mas no município outros centros dessa doutrina foram criados ao longo do século 20. Como as primeiras edições do evangelho segundo o espiritismo foram editadas em francês, encontrou entre os descendentes de suíços, que possivelmente conheciam o idioma, um verdadeiro campo fértil."
Livro de Herculano Pires - O Centro Espírita (o livro em PDF)
II - OS SERVIÇOS DO CENTRO
No desempenho da sua função, o Centro Espírita é sobretudo, um centro de serviços ao próximo, no plano propriamente humano e no plano espiritual. O ensino evangélico puro, as preces e os passes, o trabalho de doutrinação representam um esforço permanente de esclarecimento e orientação de espíritos sofredores de suas vítimas humana, que geralmente são comparsas necessitados da mesma assistência.
Muitas criaturas perguntam se os espíritas não são pretensiosos e orgulhosos, ao se julgarem capazes de esclarecer espíritos desencarnados. Acham que esse é um serviço dos Espíritos Superiores e não dos homens. Chegam a fazer cálculos para demonstrar aos espíritas que esse trabalho é em vão, pois o número de espíritos que podem assistir em suas sessões é diminuto.
Esquecem-se de que toda atividade esclarecedora, em qualquer campo, vale mais pela sua possibilidade de propagação. A dinâmica da comunicação é o principal fator da eficiência nesses casos. São muitos os exemplos históricos nesse sentido, mas nenhum é mais claro que o de Jesus, servindo-se de um pequeno grupo de pessoas para modificar com seus ensinos, mesmo deturpados pela ignorância a face do mundo.
Nas sessões espíritas não se pretende abranger todos os espíritos necessitados – o que seria impossível – mas cuidar daqueles que estão mais ligados a nós. A doutrinação de um espírito perturbado é quase sempre o pagamento de uma dívida nossa para aquele espírito. Se o prejudicamos ontem, hoje o socorremos. E ele, socorrido, torna-se um novo assistente da grande batalha pelo esclarecimento geral.
Cada espírito que conquistamos para o bem representa um novo impulso na luta, o acréscimo de mais um companheiro, um aumento do bem. Devemos sempre lembrar que o bem é contagiante. Se libertarmos uma vítima da obsessão na Terra, libertamos outra no mundo espiritual que nos cerca. Essa multiplicação se processa num crescendo, atingindo progressivamente a centenas de pessoas e espíritos.
(para mais conhecer, clique no ícone azul acima e leia direto no livro. É objetivo e de fácil a leitura)
O Livro dos Espíritos - Parte segunda — Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Capitulo II — Da encarnação dos Espíritos - A alma - 134 (Veja na Kardecperdia)
30
Convirá se procure convencer a um incrédulo obstinado? Já dissemos que isso depende das causas e da natureza da sua incredulidade. Muitas vezes, a insistência em querer persuadi-lo o leva a crer em sua importância pessoal, o que, a seu ver, constitui razão para ainda mais se obstinar. Com relação ao que se não convenceu pelo raciocínio, nem pelos fatos, a conclusão a tirar-se é que ainda lhe cumpre sofrer a prova da incredulidade. Deve-se deixar à Providência o encargo de lhe preparar circunstâncias mais favoráveis. Não faltam os que anseiam pelo recebimento da luz, para que se esteja a perder tempo com os que a repelem. Dirigi-vos, portanto, aos de boa vontade, cujo número é maior do que se pensa, e o exemplo de suas conversões, multiplicando-se, mais do que simples palavras, vencerá as resistências.
O verdadeiro espírita jamais deixará de fazer o bem. Lenir corações aflitos; consolar, acalmar desesperos, operar reformas morais, essa a sua missão. É nisso também que encontrará satisfação real. O Espiritismo anda no ar; difunde-se pela força mesma das coisas, porque torna felizes os que o professam. Quando o ouvirem repercutir em torno de si mesmos, entre seus próprios amigos, os que o combatem por sistema compreenderão o insulamento em que se acham e serão forçados a calar-se, ou a render-se.
O Livro dos Médiuns - Primeira parte — Noções preliminares - Capítulo III — Do método - 30 (Link na Kardecpedia)
30. Convirá se procure convencer a um incrédulo obstinado?
Já dissemos que isso depende das causas e da natureza da sua incredulidade.
Muitas vezes, a insistência em querer persuadi-lo o leva a crer em sua importância pessoal, o que, a seu ver, constitui razão para ainda mais se obstinar.
Com relação ao que se não convenceu pelo raciocínio, nem pelos fatos, a conclusão a tirar-se é que ainda lhe cumpre sofrer a prova da incredulidade. Deve-se deixar à Providência o encargo de lhe preparar circunstâncias mais favoráveis. Não faltam os que anseiam pelo recebimento da luz, para que se esteja a perder tempo com os que a repelem.
Dirigi-vos, portanto, aos de boa vontade, cujo número é maior do que se pensa, e o exemplo de suas conversões, multiplicando-se, mais do que simples palavras, vencerá as resistências.
O verdadeiro espírita jamais deixará de fazer o bem. Lenir corações aflitos; consolar, acalmar desesperos, operar reformas morais, essa a sua missão. É nisso também que encontrará satisfação real. O Espiritismo anda no ar; difunde-se pela força mesma das coisas, porque torna felizes os que o professam. Quando o ouvirem repercutir em torno de si mesmos, entre seus próprios amigos, os que o combatem por sistema compreenderão o insulamento em que se acham e serão forçados a calar-se, ou a render-se.
Poema de Sueli Machado - Palestrante - no 70º Aniverssário do Centro Espírita Friburguense
Centro Espírita Friburguense,
é com enorme emoção
que hoje lhe presenteamos
com uma flor em oração.
Numa doce melodia,
pedimos ao Mestre e Senhor,
que seja um ponto de apoio
dos mensageiros do Amor.
Querida Casa Amarela,
que há 104 anos reluz
confrontando almas aflitas
com o Evangelho de Jesus.
Ponto de luz a brilhar
em meio à escuridão,
clareia nosso caminho
cumprindo a sua missão:
Divulgando o Espiritismo,
espargindo luz e amor,
elucida o Evangelho
de Jesus Consolador.
Que prossiga vitorioso
em sua bendita existência,
tornando maravilhoso
o amanhã da consciência.
Com esta doutrina de Amor,
de Vida, Verdade e União,
aquece com seu calor
o frio em nosso coração.
Com uma suave canção,
com notas de muita alegria,
agradecemos de Coração
as lições da Sabedoria.
Aos fundadores desta Casa,
numa prece cheia de amor,
pedimos de coração
as bênçãos do Criador.
