
# 24 - Podcast - CEF
Sueli Machado
0:08 - Prece
0:39 - Palestra
4:30 - O Livro dos Espíritos - 903
18:10 - O Livro dos Espíritos - 904
38:42 - Nas Pegadas do Mestre
50:03 - Instrução versus Educação
53:14 - O Livro dos Espíritos - 685a
55:23 - O Bem Supremo
56:27 - Filipenses 4
58:16 - Recomendação 1
59:09 - Recomendação 2
Sueli Machado
O Livro dos Espíritos - Parte terceira - Das leis morais - Capítulo XII - Da perfeição moral - As virtudes e os vícios - 903 (link da Kardecpedia)
903. Incorre em culpa o homem por estudar os defeitos alheios?
“Incorrerá em grande culpa, se o fizer para os criticar e divulgar, porque será faltar com a caridade. Se o fizer para sua instrução pessoal e para evitá-los em si próprio, tal estudo poderá algumas vezes ser-lhe útil.
Importa, porém, não esquecer que a indulgência para com os defeitos de outrem é uma das virtudes contidas na caridade. Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se de vós não poderão dizer o mesmo. Tratai, pois, de possuir as qualidades opostas aos defeitos que criticais no vosso semelhante.
Esse o meio de vos tornardes superiores a ele. Se lhe censurais o ser avaro, sede generosos; se o ser orgulhoso, sede humildes e modestos; se o ser áspero, sede brandos; se o proceder com pequenez, sede grandes em todas as vossas ações. Numa palavra, fazei por maneira que se não vos possam aplicar estas palavras de Jesus:
Vê o argueiro no olho do seu vizinho e não vê a trave no seu próprio.”
O Livro dos Espíritos - Parte terceira - Das leis morais - Capítulo XII - Da perfeição moral - As virtudes e os vícios - 904 (link da Kardecpedia)
904. Incorrerá em culpa aquele que sonda as chagas da sociedade e as expõe em público?
“Depende do sentimento que o mova.
Se o escritor apenas visa produzir escândalo, não faz mais do que proporcionar a si mesmo um gozo pessoal, apresentando quadros que constituem antes mau do que bom exemplo.
O Espírito aprecia isso, mas pode vir a ser punido por essa espécie de prazer que encontra em revelar o mal.”
Livro: Nas Pegadas do Mestre - Autor: Vinicius (pseudônimo) – Pedro de Camargo - 8ª Edição em 1992 – FEB - Veja no Blog
Capítulo: Culto à Virtude
“Graças te dou, meu Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos; assim é, Pai, porque assim foi do teu agrado.” (Evangelho)
Que coisas são essas que, no dizer de Jesus, são reveladas aos pequeninos e inscientes, e ocultas aos sábios e entendidos?
São os predicados da alma, o bom senso, os dotes do coração.
De que serve o homem possuir largo saber e vasta erudição, sendo, contudo, um indivíduo amoral?
O saber desacompanhado da virtude degenera em vaidade, em presunção, em orgulho: mais causa dano que benefícios.
A educação abrange três aspectos distintos, que se completam: o moral, o intelectual e o físico. Do harmônico desenvolvimento dessa trindade depende a formação do caráter, que é o distintivo do homem, visto como homem sem caráter não é homem, é sombra que passa.
Houve tempo em que se imaginou que o valor estava na força. Cultivava-se então o físico com menosprezo da mente e do coração. Resultado: povos selvagens, costumes bárbaros, sociedades bastardas.
Seguidamente pretenderam que a solução do problema da vida estivesse na Ciência. Desenvolveu-se a inteligência, descurando os sentimentos. Resultado: materialismo dissolvente, mascarado com rotulagens pomposas, costumes licenciosos, sociedades corruptas.
Chegou, pois, a vez de render culto ao espírito, à virtude. Falhou a força, falhou a ciência materialista. Apelemos para o espírito: eduquemos o coração; despertemos os sentimentos.
Os homens possuídos do sentimento da moral e da ideia de justiça, são elementos preciosos no seio da sociedade. Eles fazem mais e melhor para o bem da Humanidade que as inteligências de escol e as grandes mentalidades desprovidas daqueles predicados. Estes são fogos de artifício. Aqueles são faróis que iluminam e norteiam, são exemplos que convertem e edificam as nações.
O mundo precisa de homens bons e honestos. Os sábios epicuristas já deram sobejas provas de incompetência. Só os homens de probidade e de consciência salvarão a situação.
Já o iluminado Paulo dizia com grande acerto e justeza: “Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos; se eu tiver o dom das profecias que me revele todos os mistérios; se eu, em suma, conhecer todas as ciências e não tiver amor, de nada tudo isso me aproveitará, e eu nada serei”.
E que é o amor?
O amor é o sentimento por excelência.
Dele derivam todas as virtudes, pois estas não são mais que modalidades ou aspectos dele. Cultivar o amor é educar o espírito, é formar e consolidar o caráter,
é realizar, em verdade, o objeto supremo da vida.
O Espiritismo, desfraldando seu estandarte, em cujas dobras insculpiu a legenda: – “Fora do amor não há salvação”, proclama as bases da verdadeira religião, rememorando ao mesmo tempo a síntese de todas as mais belas e empolgantes revelações que o Céu, através dos séculos, tem outorgado à Humanidade.
Site: www.josefleuri.com.br/ - Autor: José Fleurí Queiroz - Veja o Artigo
Artigo: INSTRUÇÃO E EDUCAÇÃO: DIFERENÇAS
A instrução dirige-se à inteligência. A educação vai mais além: dirige-se, principalmente, ao sentimento, ao despertar do senso moral. Inteligência desenvolvida e culta, desacompanhada do senso moral, constitui sério perigo para a sociedade. Os grandes males que convulsionam o mundo não procedem dos analfabetos e dos ignaros, elementos mais ou menos inconscientes que agem como instrumentos; que não dispõem de meios e recursos para levarem a cabo as empresas maléficas de exploração, escravatura e de opressões. São as inteligências cultas e traquejadas, sem moralidade e sem fé, divorciadas do verdadeiro sentimento, que urdem e executam os planos diabólicos de usurpação de direitos, de espoliações e de tirania das consciências.
Tudo se burla, torce e se mistifica, menos o caráter íntegro, consolidado por uma educação real e sólida; sem ela, não existe solução para os problemas da vida, quer para os indivíduos, quer para a sociedade.
Educação é, em síntese, evolução individualizada, processando-se conscientemente, com a cooperação do próprio indivíduo. É a lei universal adequando-se ao homem com a sua aquiescência mesma, na sublime aspiração de colaborar com Deus no aperfeiçoamento pessoal, através do que se denomina autoeducação.
Assim sendo, estamos em face do supremo problema da vida, pois se trata da chave mediante a qual todos os demais serão solucionados, e, sem o concurso dele, nada se resolverá satisfatoriamente. Daí a razão dos fracassos que se vêm verificando através de todos os tempos no que concerne às medidas e aos processos empregados em tudo que se prende à reforma da sociedade. Todas as questões pertinentes àquele objetivo continuam inalteradas, a despeito dos esforços empregados pelos dirigentes e pelos técnicos especializados em sociologia, psicologia, política, economia e outras tantas disciplinas do Escolasticismo vigente.
Política. Toda a forma política é boa em mãos de homens cônscios de seus deveres e responsabilidades. Nenhuma delas presta quando manejada por indivíduos inescrupulosos e desonestos. As melhores Constituições, as leis mais sábias, visando assegurar os direitos e o bem-estar dos povos, nada representam, se as rédeas do poder se acham no domínio de demagogos impudicos cujos objetivos sejam locupletar-se da posição que ocupam e da força de que ocasionalmente dispõem.
Leis luminosas e justas. Dependendo da interpretação e aplicação de políticos corruptos, tornam-se inócuas e inoperantes no sentido do bem coletivo; pois até mesmo dispositivos e postulados inexpressivos e obsoletos, sob o critério de pessoas sensatas e conscienciosas, podem assegurar a felicidade de um povo e o renome de uma nação.
Religiões. O mesmo sucede com respeito às religiões. Em qualquer hipótese e circunstância, não são as leis, as formas e os códigos que promovem e garantem a estabilidade das instituições e a justiça social, mas sim os executores. Tudo depende do homem e não do jogo dos regulamentos e do emaranhado de dispositivos, regras e artigos metodicamente colecionados. Tudo se burla, torce e se mistifica, menos o caráter íntegro, estruturado e consolidado mediante esforços e lutas consumadas conscientemente com aquele propósito.
Reforma social. A reforma social, em todo o sentido e sob todos os aspectos, será a soma das reformas individuais, ou não passará de utopia, de quimera explorada pelos fariseus de alto e baixo coturno.
Viver é evoluir. A vida tem uma finalidade clara e positiva, que é a evolução. Esta se processa nos seres conscientes e responsáveis mediante renovações íntimas, constantes e progressivas. Semelhante fenômeno denomina-se Educação. Fora, pois, da Educação que se transforma em Autoeducação quando o indivíduo a imprime em si mesmo, não existe solução para os problemas da vida, quer considerada individualmente ou em relação à coletividade humana.
O Livro dos Espíritos - Parte terceira - Das leis morais - Capítulo III - 2. Lei do trabalho - Limite do trabalho. Repouso - 685a (link da Kardecpedia)
685a - Mas que há de fazer o velho que precisa trabalhar para viver e não pode?
“O forte deve trabalhar para o fraco. Não tendo este família, a sociedade deve fazer as vezes desta. É a lei de caridade.”
Não basta se diga ao homem que lhe corre o dever de trabalhar.
É preciso que aquele que tem de prover à sua existência por meio do trabalho encontre em que se ocupar, o que nem sempre acontece.
Quando se generaliza, a suspensão do trabalho assume as proporções de um flagelo, qual a miséria.
A ciência econômica procura remédio para isso no equilíbrio entre a produção e o consumo. Mas esse equilíbrio, dado seja possível estabelecer-se, sofrerá sempre intermitências, durante as quais não deixa o trabalhador de ter que viver.
Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem o qual a ciência econômica não passa de simples teoria.
Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral.
Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos.
Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as consequências desastrosas que daí decorrem?
Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis.
A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos.
Site: www.citador - Artigo de Voltaire sobre uma Fábula de Crântor- Veja o Artigo
Artigo: O Supremo Bem
Muito discutiu a antiguidade em torno do supremo bem. O que é o supremo bem? Seria o mesmo que perguntar o que é o supremo azul, o supremo acepipe, o supremo andar, o ler supremo, etc. Cada um põe a felicidade onde pode, e quanto pode ao seu gosto. (...) Sumo bem é o bem que vos deleita a ponto de nos polarizar toda a sensibilidade, assim como mal supremo é aquele que vos torna completamente insensível. Eis os dois polos da natureza humana. Esses dois momentos são curtos. Não existem deleites extremos nem extremos tormentos capazes de durar a vida inteira. Supremo bem e supremo mal são quimeras.Conhecemos a bela fábula de Crântor, que fez comparecer aos jogos olímpicos a Fortuna, a Volúpia, a Saúde e a Virtude.
Fortuna: - O sumo bem sou eu, pois comigo tudo se obtém.
Volúpia: - Meu é o pomo, porquanto não se aspira à riqueza senão para ter-me a mim.
Saúde: - Sem mim não há volúpia e a riqueza seria inútil.
Virtude: - Acima da riqueza, da volúpia e da saúde estou eu, que embora com ouro, prazeres e saúde pode haver infelicidade, se não há virtude.
Teve o pomo a Virtude.
A fábula é engenhosa, mas não resolve o problema absurdo do supremo bem. Virtude não é bem, senão dever. Pertence a um plano superior. Nada tem que ver com as sensações dolorosas ou agradáveis. Com cálculos e gota, sem arrimo, sem amigos, privado do necessário, perseguido, agrilhoado por um tirano voluptuoso aboletado no fausto, o homem virtuoso é infelicíssimo, e o perseguidor insolente que acaricia uma nova amante no seu leito de púrpura, felicíssimo. Podeis dizer ser preferível o sábio perseguido ao perseguidor impertinente. Podeis dizer amar a um e detestar o outro. Mas esquece-vos que le sage dans les fers enrage. Se não concordar o sábio, engana-vos: é um charlatão.
Novo Testamento - Filipenses 4 - Veja na BibliaOnLine
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Quinquagésimo livro da Bíblia e décimo primeiro do Novo Testamento, Filipenses se destina aos cristãos em Filipo como forma de agradecimento por tudo o que fizeram pelo apóstolo Paulo durante o tempo em que esteve lá numa viagem missionária.
A autoria do livro é atribuída à Paulo, com o auxílio de Timóteo, enquanto o apóstolo estava na prisão em Roma:
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Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa,
estai assim firmes no Senhor, amados.
Rogo a Evódia, e rogo a Síntique, que sintam o mesmo no Senhor.
E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os meus outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida.
Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.
Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.
Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo,
tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama,
se há alguma virtude,
e se há algum louvor, nisso pensai.
O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.
Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade.
Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.
Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.
Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição.
E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente;
Porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica.
Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta.
Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.
O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.
Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre. Amém.
Saudai a todos os santos em Cristo Jesus. Os irmãos que estão comigo vos saúdam.
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vós todos. Amém.