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# 58 Podcast 
Sueli Machado

A atualidade desta Palestra, a quarta sobre o Bem e o Mal, pode ser um chamamento aos Princípios da Vida, pois estamos numa Época de Transição, e podemos ver que todos a sentem!

 

Muito mais que palavras, análises, opiniões e até estudos científicos ou teorias filosófico-terapêuticas – o que está acontecendo é fato: sentimos uma mudança e a tememos...

 

A transição que passamos nos tira a segurança do que é exterior, mental e conhecido!
E buscamos mais, por estarmos mais sensíveis, apesar de não parecer.

 

Nessa hora as propostas de vida mais abstratas, menos exteriores, nos é pedida.
E nos questionamos sobre temas do bem, que antes não fazíamos, pois buscamos nos trabalhar, todos, pela necessidade!

 

Veja os temas abordados nos itens abaixo e sinta o valor de se dar à essa pequena interiorização, que pode bem valer a pena!

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Tema\Data\Palestrante

Prece

Palestra

LE-644

LE-645

o Meio x Obssessão

LE-646

a Intenção

o Mérito do Bem

LE-784

Lucas 15: 11-32

Platão

Esquecimento do Humano

o Profeta

4 Pincípios Toltecas

 

Sueli Machado

Colocamos abaixo todo o Capítulo O Bem e o Mal, trazido pelos espíritos a nos instruir. Você pode estudar aqui todo esse conteúdo, despertendo seu senso moral com mais compaixão na realidade atual.
 

O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo I — Da lei divina ou natural - O bem e o mal (se desejar, veja na Kardecpedia)

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O Bem e o Mal

629. Que definição se pode dar da moral?

“A moral é a regra de bem proceder, isto é, a distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz em vista e pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.”

630. Como se pode distinguir o bem do mal?

“O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus; fazer o mal é infringi-la.”

631. Tem meios o homem de distinguir por si mesmo o que é bem do que é mal?

“Sim, quando crê em Deus e o quer saber. Deus lhe deu a inteligência para distinguir um do outro.”

632. Estando sujeito ao erro, não pode o homem enganar-se na apreciação do bem e do mal, e crer que pratica o bem quando em realidade pratica o mal?

“Jesus disse: vede o que quereríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis.”

633. Essa regra do bem e do mal, que se poderia chamar de reciprocidade ou de solidariedade, é inaplicável ao proceder pessoal do homem para consigo mesmo. Achará ele, na lei natural, a regra desse proceder e um guia seguro?

“Quando comeis em excesso, verificais que isso vos faz mal. Pois bem: é Deus quem vos dá a medida daquilo de que necessitais. Quando excedeis dessa medida, sois punidos. Em tudo é assim. A lei natural traça para o homem o limite das suas necessidades. Se ele ultrapassa esse limite, é punido pelo sofrimento. Se atendesse sempre à voz que lhe diz basta, evitaria a maior parte dos males cuja culpa lança à natureza.”

634. Por que está o mal na natureza das coisas? Falo do mal moral. Não podia Deus ter criado a humanidade em melhores condições?

“Já te dissemos: os Espíritos foram criados simples e ignorantes (115). Deus deixa que o homem escolha o caminho. Tanto pior para ele, se toma o caminho mau: mais longa será sua peregrinação. Se não existissem montanhas, não compreenderia o homem que se pode subir e descer; se não existissem rochas, não compreenderia que há corpos duros. É preciso que o Espírito ganhe experiência e, para isso, que conheça o bem e o mal. Eis por que há união do Espírito ao corpo.” (119.)

635. Das diferentes posições sociais nascem necessidades novas que não são idênticas para todos os homens. Não parece poder inferir-se daí que a lei natural não constitui regra uniforme?

“Essas diferentes posições são da natureza das coisas e conformes à lei do progresso. Isso não infirma a unidade da lei natural, que se aplica a tudo.”

As condições de existência do homem mudam de acordo com os tempos e os lugares, do que lhe resultam necessidades diferentes e posições sociais apropriadas a essas necessidades. Pois que está na ordem das coisas, tal diversidade é conforme à lei de Deus, lei que não deixa de ser una quanto ao seu princípio. À razão cabe distinguir as necessidades reais das fictícias ou convencionais.

636. São absolutos, para todos os homens, o bem e o mal?

“A lei de Deus é a mesma para todos; porém, o mal depende principalmente da vontade que se tenha de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem. Diferença só há quanto ao grau da responsabilidade.”

637. Será culpado o selvagem que, cedendo ao seu instinto, se nutre de carne humana?

“Eu disse que o mal depende da vontade. Pois bem: tanto mais culpado é o homem, quanto melhor sabe o que faz.”

As circunstâncias dão relativa gravidade ao bem e ao mal. Muitas vezes, comete o homem faltas que, nem por serem consequência da posição em que a sociedade o colocou, se tornam menos repreensíveis. Mas a sua responsabilidade é proporcional aos meios de que ele dispõe para compreender o bem e o mal. Assim, mais culpado é, aos olhos de Deus, o homem esclarecido que pratica uma simples injustiça, do que o selvagem ignorante que se entrega aos seus instintos.

638. Parece, às vezes, que o mal é uma consequência da força das coisas. Tal, por exemplo, a necessidade em que o homem se vê, nalguns casos, de destruir, até mesmo o seu semelhante. Poder-se-á dizer que há, então, infração da lei de Deus?

“Embora necessário, o mal não deixa de ser o mal. Essa necessidade desaparece, entretanto, à medida que a alma se depura, passando de uma a outra existência. Então, mais culpado é o homem, quando o pratica, porque melhor o compreende."

639. Não sucede frequentemente resultar o mal que o homem pratica da posição em que os outros homens o colocam? Quais, nesse caso, os mais culpados?

“O mal recai sobre quem lhe foi o causador. Nessas condições, aquele que é levado a praticar o mal pela posição em que seus semelhantes o colocam tem menos culpa do que os que, assim procedendo, o ocasionaram, porque cada um será punido não só pelo mal que haja feito, mas também pelo mal a que tenha dado lugar.”

640. Aquele que não pratica o mal, mas que se aproveita do mal praticado por outrem, é tão culpado quanto este?

“É como se o tivesse praticado. Aproveitar do mal é participar dele. Talvez não fosse capaz de praticá-lo; mas se, achando-o feito, dele tira partido, é que o aprova; é que o teria praticado, se pudera, ou se ousara.”
 

641. Será tão repreensível desejar o mal quanto fazê-lo?

“Depende. Há virtude em resistir-se voluntariamente ao mal que se deseje praticar, sobretudo quando haja possibilidade de satisfazer-se a esse desejo. Se apenas não o pratica por falta de ocasião, é culpado quem o deseja.”

642. Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura bastará que o homem não pratique o mal?

“Não; cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem.”

643. Haverá quem, pela sua posição, não tenha possibilidade de fazer o bem?

“Não há quem não possa fazer o bem. Somente o egoísta nunca encontra ensejo de o praticar. Basta que se esteja em relações com outros homens para que se tenha ocasião de fazer o bem, e não há dia da existência que não ofereça, a quem não se ache cego pelo egoísmo, oportunidade de praticá-lo. Porque fazer o bem não consiste, para o homem, apenas em ser beneficente, mas em ser útil, na medida do possível, todas as vezes que o seu concurso possa ser necessário.”

644. Para certos homens, o meio onde se acham colocados não representa a causa primária de muitos vícios e crimes?

“Sim, mas ainda aí há uma prova que o Espírito escolheu, quando em liberdade, levado pelo desejo de expor-se à tentação para ter o mérito da resistência.”

645. Quando o homem se acha, de certo modo, mergulhado na atmosfera do vício, o mal não se lhe torna um arrastamento quase irresistível?

“Arrastamento, sim; irresistível, não; porquanto mesmo dentro da atmosfera do vício com grandes virtudes às vezes deparas. São Espíritos que tiveram a força de resistir e que, ao mesmo tempo, receberam a missão de exercer boa influência sobre os seus semelhantes.”

646. Estará subordinado a determinadas condições o mérito do bem que se pratique? Por outra: será de diferentes graus o mérito que resulta da prática do bem?

“O mérito do bem está na dificuldade em praticá-lo. Nenhum merecimento há em fazê-lo sem esforço e quando nada custe. Em melhor conta tem Deus o pobre que divide com outro o seu único pedaço de pão, do que o rico que apenas dá do que lhe sobra, disse-o Jesus, a propósito do óbolo da viúva.”
 

LE-644
LE-645
LE-646

O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo VIII — 7. Lei do progresso - Marcha do progresso (se desejar, veja na Kardecpedia)

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Marcha do progresso

 

779. A força para progredir, haure-a o homem em si mesmo, ou o progresso é apenas fruto de um ensinamento?

“O homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente. Mas nem todos progridem simultaneamente e do mesmo modo. Dá-se então que os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social.”
 

780. O progresso moral acompanha sempre o progresso intelectual?

“Decorre deste, mas nem sempre o segue imediatamente.” (192–365)
 

a) — Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral?

“Fazendo compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.” 
 

b) — Como é, nesse caso, que, muitas vezes, sucede serem os povos mais esclarecidos os mais pervertidos também? 
 

“O progresso completo constitui o objetivo. Os povos, porém, como os indivíduos, só passo a passo o atingem. Enquanto não se lhes haja desenvolvido o senso moral, pode mesmo acontecer que se sirvam da inteligência para a prática do mal. O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se.” (365–751)

 

781. Tem o homem o poder de paralisar a marcha do progresso?

“Não, mas tem, às vezes, o de embaraçá-la.” 
 

a) — Que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a humanidade retrograde?

“Pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter.”
 

Sendo o progresso uma condição da natureza humana, não está no poder do homem opor-se-lhe. É uma força viva, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada, por leis humanas más. Quando estas se tornam incompatíveis com ele, despedaça-as juntamente com os que se esforcem por mantê-las. Assim será, até que o homem tenha posto suas leis em concordância com a justiça divina, que quer que todos participem do bem, que sejam abolidas as leis feitas pelo forte em detrimento do fraco. 

782. Não há homens que de boa-fé obstam ao progresso, acreditando favorecê-lo, porque, do ponto de vista em que se colocam, o veem onde ele não está?

“Assemelham-se a pequeninas pedras que, colocadas debaixo da roda de uma grande viatura, não a impedem de avançar.” 

783. Segue sempre marcha progressiva e lenta o aperfeiçoamento da humanidade?

“Há o progresso regular e lento, que resulta da força das coisas. Quando, porém, um povo não progride tão depressa quanto deveria, Deus o sujeita, de tempos a tempos, a um abalo físico ou moral que o transforma.”
 

O homem não pode conservar-se indefinidamente na ignorância, porque tem de atingir a finalidade que a Providência lhe assinou. Ele se esclarece pela força das coisas. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram nas ideias pouco a pouco; dormitam durante séculos; depois, irrompem subitamente e produzem o desmoronamento do carunchoso edifício do passado, que deixou de estar em harmonia com as necessidades novas e com as novas aspirações.
 

Nessas comoções, o homem muitas vezes não percebe senão a desordem e a confusão momentâneas que o ferem nos seus interesses materiais. Aquele, porém, que eleva o pensamento acima da sua própria personalidade admira os desígnios da Providência, que do mal faz sair o bem. São a procela, a tempestade que saneiam a atmosfera, depois de a terem agitado violentamente. 

784. Bastante grande é a perversidade do homem. Não parece que, pelo menos do ponto de vista moral, ele, em vez de avançar, caminha aos recuos?

“Enganas-te. Observa bem o conjunto e verás que o homem se adianta, pois que melhor compreende o que é mal, e vai dia a dia reprimindo os abusos. Faz-se mister que o mal chegue ao excesso, para tornar compreensível a necessidade do bem e das reformas.” 

785. Qual o maior obstáculo ao progresso?

“O orgulho e o egoísmo. Refiro-me ao progresso moral, porquanto o intelectual se efetua sempre. À primeira vista, parece mesmo que o progresso intelectual duplica a atividade daqueles vícios, desenvolvendo a ambição e o gosto das riquezas, que, a seu turno, incitam o homem a empreender pesquisas que lhe esclarecem o Espírito. Assim é que tudo se prende, no mundo moral, como no mundo físico, e que do próprio mal pode nascer o bem. Porém esse estado de coisas não durará para sempre; mudará à proporção que o homem compreender melhor que, além da que o gozo dos bens terrenos proporciona, uma felicidade existe infinitamente maior e infinitamente mais duradoura.” (Vide: Egoísmo, cap. XII.)
 

Há duas espécies de progresso, que uma a outra se prestam mútuo apoio, mas que, no entanto, não marcham lado a lado: o progresso intelectual e o progresso moral. Entre os povos civilizados, o primeiro tem recebido, no correr deste século, todos os incentivos. Por isso mesmo atingiu um grau a que ainda não chegara antes da época atual. Muito falta para que o segundo se ache no mesmo nível. Entretanto, comparando-se os costumes sociais de hoje com os de alguns séculos atrás, só um cego negaria o progresso realizado. Ora, sendo assim, por que haveria essa marcha ascendente de parar, com relação, de preferência, ao moral, do que com relação ao intelectual? Por que será impossível que entre o século dezenove e o vigésimo quarto século haja, a esse respeito, tanta diferença quanta entre o décimo quarto século e o século dezenove? Duvidar seria pretender que a humanidade está no apogeu da perfeição — o que é absurdo —, ou que ela não é perfectível moralmente — o que a experiência desmente. 

LE-784

A parábola do Filho Pródigo é encontrada em Lucas 15: 11-32, do Novo Testamento do Evangelho (se desejar, veja na Bibliaonline.com)

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Parábola Do Filho Pródigo

¹¹ E disse: Um certo homem tinha dois filhos;
¹² E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
¹³ E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
¹⁴ E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades.
¹⁵ E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos.
¹⁶ E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada.
¹⁷ E, tornando em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
¹⁸ Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;
¹⁹ Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus empregados.
²⁰ E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
²¹ E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.
²² Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e sandálias nos pés;
²³ E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;
²⁴ Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.
²⁵ E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças.
²⁶ E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
²⁷ E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
²⁸ Mas ele se indignou, e não queria entrar.
²⁹ E saindo o seu pai, rogava-lhe que entrasse com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos;
³⁰ Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.
³¹ E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas;
³² Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se. 

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Se desejar ter uma visão geral do Filósofo grego, fundador da Academia, aquele que tornou o Diálogo um caminho ao Ser profundo de nós mesmos, leia na Wikipédia sobre ele, para ter uma visão geral.

Platão Wikipédia

Uma visão sobre a inflência desse homem, na cultura ocidental, com ótimas abordagens sobre o valor do Diálogo e da Dialética, pode ser visto no vídeo: 
• Principais ideias do Filósofo Platão (2013) - Prof. Lúcia Helena Galvão de Nova Acrópole

Livro o Profeta, de Kahlil Gibran - colocamos o curto capítulo tratado na Palesta: O BEM E O MAL
(se desejar, veja no site de cultura oriental aplicada à realidade, o chela.com.br)

Lá, o Livro é ofertado em PDF e vc pode baixá-lo:  O Profeta - Kahlil Gibran

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O Bem e o Mal

 

E um dos anciãos da cidade disse: “Fala-nos do bem e do mal.”
E ele respondeu:
“Do bem que está em vós, poderei falar, mas não do mal.
Pois que é o mal senão o próprio bem torturado por sua fome e sede?
Em verdade, quando o bem sente fome, procura alimento até nos antros escuros, e quanto sente sede,
desaltera-se até em águas estagnadas.
Vós sois bons quando vos identificais com vós mesmos. 
Mas não sois maus quando deixais de vos identificar com vós mesmos. 
Pois a casa que se divide não se torna antro de ladrões: é, apenas, uma casa dividida. 
E um navio sem leme pode vaguear sem rumo entre recifes perigosos, e não se afundar. 
Vós sois bons quando vos esforçais por dar de vós próprios. 
Mas não sois maus quando vos limitais a procurar o lucro. 
Pois, quando lutais pelo lucro, sois simplesmente raízes que se agarram à terra e lhe sugam o seio. 
Certamente, a fruta não pode dizer à raiz:
‘Sê como eu, madura e plena, e sempre generosa de tua abundância.’
Pois, para a fruta, dar é uma necessidade como, para a raiz, receber é uma necessidade. 
Vós sois bons quando falais plenamente acordados. 
Porém, não sois maus quando adormeceis enquanto vossa língua tartamudeia sem propósito:
mesmo um discurso gaguejante pode fortalecer uma língua débil. 
Vós sois bons quando andais rumo a vosso objetivo, firmemente e com passos intrépidos. 
Porém, não sois maus quando ides coxeando: mesmo aqueles que coxeiam não andam para trás. 
Mas vós sois fortes e velozes, guardai-vos de coxear por complacência na presença dos coxos. 
Vós sois bons de inúmeras maneiras, e não sois maus quando não sois bons: estais apenas ociosos e indolentes. 
Pena que as gazelas não possam ensinar a velocidade às tartarugas! 
Na vossa ânsia pelo nosso Eu-gigante está vossa bondade; e essa ânsia está em todos vós. 
Mas em alguns, essa ânsia é uma torrente que se precipita impetuosamente para o mar, carregando os segredos das colinas e as canções da floresta; em outros, é uma corrente preguiçosa que se perde em meandros e serpenteia, arrastando-se, antes de atingir a costa.
Mas que aquele que muito deseja se guarde de dizer àquele que pouco deseja:
‘Por que és lento e atrasado?’
Pois o verdadeiramente bom não pergunta ao desnudo:
‘Onde está tua roupa?’ nem ao desabrigado:
‘Que aconteceu à tua casa?’ ”

Se gostar desta tipo de literatura, a Escola de Filosofia voluntária - Nova Acrópole, fez todo o Profeta em Leitura Comentada, para ser escutada e compreendida aos poucos, em sua linguagem interior e, portanto, Simbólica - buscando sentir por dentro...

Série de Vídeos
Comentados
da Leitura do Profeta.
Veja no Youtube,
clicando!

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O site nossacausa.com mostra mais detalhes dos princípios 
dessa Civilização  mesoamericana que floresceu no norte
do México entre os séculos IX e XIII 
(se desejar, veja nele)


 

 

 

 

 

Se quiser mais conhecer os Toltecas veja na Wikipédia​​​​​

 

 

 

 

As 4 leis toltecas, ou acordos toltecas

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As 4 leis toltecas, ou acordos toltecas, são um conjunto de princípios de conduta que visam a transformação pessoal e a busca por uma vida mais feliz e plena. São eles: "Seja impecável com sua palavra", "Não leve nada para o lado pessoal", "Não tire conclusões" e "Sempre dê o melhor de si". 
 

Elaboração:

  • Seja impecável com sua palavra:

    A palavra tem um grande poder e influência, podendo criar tanto bem como mal. É importante usar a linguagem com responsabilidade e honestidade, evitando calunia, difamação e mentiras. 
     

  • Não leve nada para o lado pessoal:

    As ações e palavras dos outros são reflexos da sua própria percepção e não são necessariamente sobre você. Evite atribuir significado pessoal a comportamentos e palavras, o que pode gerar sofrimento desnecessário. 
     

  • Não tire conclusões:

    Evite fazer suposições ou julgamentos precipitados sobre os outros e sobre a vida. A incerteza e a curiosidade podem levar a um maior entendimento e a uma vida mais rica em experiências. 

     

  • Sempre dê o melhor de si:

    Aceite suas limitações e reconheça que você não pode ser perfeito. O importante é dar o seu melhor em tudo o que faz, buscando aprimorar-se continuamente

(tirado da IA do Google)

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