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# 143 Podcast
Josiani Teixeira
Viver vale a pena
Esta página reúne os ensinamentos fundamentais trazidos na palestra da irmã Josiani sobre o real sentido da existência humana. Diante das ilusões anestesiantes da cultura de massa e do imediatismo materialista — que adoece as mentes pelo ócio ou pelo desespero — a Doutrina Espírita ergue-se como um farol de coragem moral.
Através do estudo das leis do trabalho, da finalidade santa da encarnação e da certeza da vida futura, compreendemos que o sofrimento é temporário e que a Misericórdia Divina nunca nos abandona. Cada seção abaixo é um convite para desarmar o desânimo e reconectar a alma com o seu propósito criador.
00:00 Título/Data/Palestrante
00:08 Prece
01:02 Palestra
01:31 Viver Vale a Pena - O Valor da Existência
17:53 Quando Viver Parece Perder o Sentido
24:34 O Desgosto pela Vida e a Importância do Trabalho (O Livro dos Espíritos, Q. 943 e 945)
32:21 A Incredulidade e o Materialismo como Incentivadores do Suicídio (O Evangelho Segundo o Espiritismo)
35:39 Causas do Suicídio e o Sofrimento Psíquico
37:41 Afinal, Por Que Estamos Aqui? A Finalidade da Encarnação (LE Q. 132 e Léon Denis)
43:53 O que Acontece com o Suicida e a Misericórdia Divina ( O Céu e o Inferno 12)
Josiani Teixeira
Seção 01: O Desgosto pela Vida e a Importância do Trabalho
O Livro dos Espíritos - Parte quarta — Das esperanças e consolações - Capítulo I — Das penas e gozos terrestres - Desgosto da vida - Suicídio - 943 e 945
943. De onde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?
“Efeito da ociosidade, da falta de fé e, não raro, da saciedade.
Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera.”
945. Que se deve pensar do suicídio que tem como causa o desgosto da vida?
“Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada.”
(Veja mais sobe o Desgosto da Vida e o Suicídio na Kardecpedia)
O "senso comum" de nossa "cultura de massa" costuma vender a ilusão de que a "felicidade" é o ócio absoluto, o descanso eterno sem responsabilidade nenhuma.
As redes sociais estão cheias de gente ensinando que o sucesso é não fazer nada e viver de aparências e saciedades.
É aí que a armadilha se arma: quando o ser humano cai na ociosidade e esvazia a vida de propósito, a mente adoece e o desgosto brota sem motivo aparente.
Kardec e os Benfeitores dão um sacolejo na nossa preguiça mental ao mostrar que o trabalho útil — feito de acordo com o que Deus nos deu de aptidão — não é um castigo, mas o melhor remédio contra a depressão e o desespero.
Trabalhar no bem faz as dores do mundo parecerem mais leves e o tempo voar.
A grande ilusão a desarmar é a de que viemos à Terra para o privilégio do isolamento ou para sermos servidos.
Viemos para SERVIR.
Quando ocupamos as mãos e o pensamento na criação divina, a vida ganha sentido e a sombra do desânimo simplesmente não encontra espaço para pousar.
Seção 02: A Incredulidade e o Materialismo como Incentivadores do Suicídio
O veneno do niilismo cultural e a coragem moral que nasce da certeza do futuro
O Evangelho segundo o Espiritismo - Capítulo V — Bem-aventurados os aflitos - O suicídio e a loucura - 16
16. A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as ideias materialistas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio; ocasionam a covardia moral.
Quando homens de ciência, apoiados na autoridade do seu saber, se esforçam por provar aos que os ouvem ou leem que estes nada têm a esperar depois da morte, não estão de fato levando-os a deduzir que, se são desgraçados, coisa melhor não lhes resta senão se matarem?
Que lhes poderiam dizer para desviá-los dessa consequência? Que compensação lhes podem oferecer? Que esperança lhes podem dar? Nenhuma, a não ser o nada. Daí se deve concluir que, se o nada é o único remédio heroico, a única perspectiva, mais vale buscá-lo imediatamente e não mais tarde, para sofrer por menos tempo.
A propagação das doutrinas materialistas é, pois, o veneno que inocula a ideia do suicídio na maioria dos que se suicidam, e os que se constituem apóstolos de semelhantes doutrinas assumem tremenda responsabilidade.
Com o Espiritismo, tornada impossível a dúvida, muda o aspecto da vida. O crente sabe que a existência se prolonga indefinidamente para lá do túmulo, mas em condições muito diversas; donde a paciência e a resignação que o afastam muito naturalmente de pensar no suicídio; donde, em suma, a coragem moral.
(Veja mais sobre o Suicídio e a Loucura na Kardecpedia)
Abramos os olhos contra a correnteza do mundo: o senso comum adora bater palmas para o ceticismo disfarçado de "pé no chão" ou intelectualidade moderna.
A cultura de massa repete a toda a hora que "a vida é uma só", que "só se vive o agora" e que o fim de tudo é o nada absoluto.
Esse pensamento imediatista e materialista é vendido como libertação, mas, na hora em que as grandes aflições e tempestades da Terra desabam sobre o peito, ele opera como um verdadeiro veneno invisível.
Sem a perspectiva do amanhã, o sofrimento parece injusto, eterno e sem sentido, abrindo as portas da mente para a covardia moral.
Kardec é certeiro ao desmascarar a imensa responsabilidade de quem propaga o desespero e o vazio. O Espiritismo não nos oferece uma fé cega ou um consolo de aparências, mas uma certeza lógica de que a sepultura é apenas uma porta de passagem, e nunca o ponto final.
Quando compreendemos que a nossa história continua indefinidamente e que a justiça do Criador vigia cada lágrima, a nossa postura muda. Ganhamos uma paciência ativa e aquela coragem moral robusta de quem sabe que nenhuma dor na Terra é eterna, e que viver, com todas as lutas, vale imensamente a pena.
Seção 03: Afinal, Por Que Estamos Aqui? A Finalidade da Encarnação
A escola terrena como oficina de aperfeiçoamento e o nosso papel na obra da Criação
O Livro dos Espíritos - Parte segunda — Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - Capitulo II — Da encarnação dos Espíritos - Objetivo da encarnação - 132
e, também, um texto de Léon Denis
132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação.
Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento em harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”
A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do universo. Deus, porém, na sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na natureza.
(Veja mais sobre o Objetivo da Encarnação, na Kardeckpedia)
O Pensamento de Léon Denis:
“...Lembraremos que a encarnação na terra tem um objetivo: é o aperfeiçoamento do ser humano.
Acontece que, dada a infinita variedade de condições da existência terrestre, seja em sua duração, seja em seus resultados, é impossível admitir que todos os homens possam atingir um mesmo grau de perfeição numa única vida...
A alma volta à carne para se submeter às leis da necessidade. As carências da vida material são outros tantos incentivos que a obrigam ao trabalho, aumentam sua energia, temperam seu caráter...”
Léon Denis
Um estalo na ilusão do mundo, chamada massificação:
o senso comum, dopado pelo imediatismo das redes e pelo conforto artificial, passa a vida a perguntar-se, num tom de revolta e vitimismo: "Por que nasci nesta família?", "Por que passo por tantas lutas?" ou "Qual o sentido de tanto sofrimento?".
A cultura do telemóvel ensina que qualquer desconforto é um erro do destino e que a vida ideal é uma linha reta cheia de curtidas e sem nenhum esforço. É por isso que tanta gente se sente vazia e perde o rumo ao primeiro sinal de tempestade.
Kardec e Léon Denis trazem o despertador da alma.
Nós não fomos jogados na Terra por acaso, e este planeta não é um parque de diversões ou um tribunal de castigos eternos.
A Terra é uma oficina santa! A encarnação é uma ferramenta de progresso que Deus nos confia para que possamos temperar o nosso caráter através do trabalho e das necessidades. Cada cicatriz, cada vicissitude superada e cada suor derramado no cumprimento do dever são peças que nos esculpem rumo à perfeição.
A grande ilusão a quebrar é a de que a felicidade é a ausência de problemas.
A felicidade real é a certeza de que estamos aqui a cumprir uma missão e a dar a nossa contribuição na obra viva do Criador.
Seção 04: O que Acontece com o Suicida e a Misericórdia Divina
O amparo invisível que nunca falha e a lei de reabilitação pelo livre-arbítrio
O Céu e o Inferno ou a justiça divina segundo o Espiritismo - Primeira parte — Doutrina - Capítulo VII — As penas futuras segundo o Espiritismo
20.º — Sejam quais forem a inferioridade e a perversidade dos Espíritos, Deus nunca os abandona.
Todos têm seu anjo guardião que vela por eles, espia os movimentos de sua alma e esforça-se para suscitar neles bons pensamentos, o desejo de progredir e de reparar, numa nova existência, o mal que fizeram. Contudo o guia protetor age quase sempre de maneira oculta, sem exercer nenhuma pressão.
(Veja mais sobre o Código Penal da Vida Futura na Kardecpedia)
Análise contra o Senso Comum: o senso comum das "velhas teologias" e do "drama humano" adora pintar o além-túmulo com tintas de terror e condenação eterna, criando a ilusão de que o erro — especialmente o equívoco do suicídio ou da criminalidade — atira a alma num poço de esquecimento e abandono absoluto.
A cultura de massa oscila entre o desespero de achar que tudo acaba no nada ou o pavor de um Deus vingativo que fecha as portas do perdão.
Kardec deita por terra esses mitos sombrios. A Doutrina consola ao revelar que Deus nunca, em circunstância alguma, abandona um único filho Seu. Mesmo nas trevas mais densas da mente e nas maiores quedas morais, há um amor invisível — a presença oculta do anjo guardião — a espiar os movimentos da nossa alma, à espera do menor sinal de arrependimento para acender a luz da esperança.
O Pai não usa de força ou coerção; Ele respeita o nosso livre-arbítrio e o tempo de maturação de cada espírito. O sofrimento não é um castigo arbitrário, mas o remédio da própria lei natural para nos fazer acordar e reparar as nossas faltas através do progresso.
A porta do retorno ao bem está e estará sempre escancarada para quem decide erguer as mãos e recomeçar.