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# 47 Podcast
Sueli Machado
A Lei Divina ou Natural 3
Onde mora a lei de Deus? O que é a consciência? Ela tem alguma coisa a ver com a alma? Será que todos nós temos a capacidade de distinguir o bem e o mal? Caso sim, como entender tanta resistência em seguirmos as leis divinas ou naturais?
00:07 - Prece
00:40 - Palestra
01:05 - LE 621
15:39 - A lei de Deus é o Amor Supremo
18:17 - A Gênese, capítulo 6, item 19
26:56 - O Pai Nosso
28:28 - A marca do Obreiro em sua Obra
39:12 - Reflexão de Paulo sobre nossas atitudes
43:36 - O exemplo do Cristo: a Didática viva
49:59 - A moral está no coração dos homens
53:56 - LE 631
Sueli Machado
LE - 621
A Lei Divina ou Natural: Onde Habita a Verdade?
Conhecimento Universal da Lei
O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo I — Da lei divina ou natural - Conhecimento da lei natural - 621 (se desejar, veja na Kardecpedia)
621. Onde está escrita a lei de Deus?
“Na consciência.”
a) — Visto que o homem traz em sua consciência a lei de Deus, que necessidade havia de lhe ser ela revelada?
“Ele a esquecera e desprezara. Quis então Deus lhe fosse lembrada.”
Aqui, desfazemos qualquer preconceito ou barreira religiosa. Dizer que a lei da vida está escrita "na consciência" significa que ninguém nasce desamparado ou sem bússola. Você não precisa pertencer a uma igreja, doutrina ou filosofia específica para saber o que é o bem, a justiça e o amor; essa sabedoria já vem impressa na essência de cada espírito.
O grande desafio da nossa caminhada evolutiva é que, distraídos pelo barulho do mundo, pelo egoísmo, vaidade e pelo orgulho, nós muitas vezes "esquecemos e desprezamos" essa voz interior. As revelações, os grandes mestres e os livros sagrados que surgem na história não trazem leis novas criadas por fora; eles funcionam como um despertador suave, um lembrete amoroso e espiritual, projetado para nos fazer olhar para dentro e reativar aquilo que o nosso coração já sabe desde o princípio.
É um ponto de partida, lançado com simplicidade profunda que abraça a todos!
A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo - A Gênese - Capítulo VI — Uranografia geral - A criação universal - 19 — (se desejar, veja na Kardecpedia)
A Elaboração do Espírito: Da Matéria à Consciência
O Processo de Individualização e o Desabrochar do Livre-Arbítrio
Individualização
19. Até aqui, porém, temos guardado silêncio sobre o mundo espiritual, que também faz parte da criação e cumpre seus destinos conforme as augustas prescrições do Senhor.
Acerca do modo da criação dos Espíritos, entretanto, não posso ministrar mais que um ensino muito restrito, em virtude da minha própria ignorância e também porque tenho ainda de calar-me no que concerne a certas questões, se bem já me haja sido dado aprofundá-las.
Aos que desejem religiosamente conhecer e se mostrem humildes perante Deus, direi, rogando-lhes, todavia, que nenhum sistema prematuro baseiem nas minhas palavras, o seguinte: O Espírito não chega a receber a iluminação divina, que lhe dá, simultaneamente com o livre-arbítrio e a consciência, a noção de seus altos destinos, sem haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se elabora lentamente a obra da sua individualização.
Unicamente a datar do dia em que o Senhor lhe imprime na fronte o seu tipo augusto, o Espírito toma lugar no seio das humanidades. De novo peço: não construais sobre as minhas palavras os vossos raciocínios, tão tristemente célebres na história da Metafísica.
Eu preferiria mil vezes calar-me sobre tão elevadas questões, tão acima das nossas meditações ordinárias, a vos expor a desnaturar o sentido de meu ensino e a vos lançar, por culpa minha, nos inextricáveis dédalos do deísmo ou do fatalismo.
Aqui nós abraçamos a ciência e a espiritualidade de mãos dadas, sem qualquer tipo de preconceito. Este texto mostra que a nossa inteligência, a nossa capacidade de escolher (livre-arbítrio) e a nossa própria consciência não nos foram dadas prontas, como num passe de mágica. Nós somos o resultado de uma jornada multimilenar. Antes de nos tornarmos humanos e recebermos essa "iluminação divina", a nossa essência espiritual estagiou, aprendeu e elaborou-se lentamente através dos reinos inferiores da natureza.
Foi ali, na matéria simples, nos minerais, nos vegetais e nos animais, que o princípio inteligente foi esculpido, passo a passo, até estar pronto para se individualizar e assumir a responsabilidade pelas suas próprias escolhas.
O mentor avisa-nos, com muita humildade, para não criarmos teorias complicadas ou sistemas rígidos sobre isso: o essencial é entender que a evolução é uma lei de amor contínua e que o nosso destino final é a luz da consciência desperta!
É um texto de uma riqueza extraordinária e de uma vanguarda total. Ele aborda o processo profundo da Individualização do Espírito ao longo do caminho evolutivo. Conecta-se perfeitamente com a nossa Nova Era, pois desmistifica a criação: mostra que a consciência e o livre-arbítrio não surgem do nada, mas são o resultado de uma elaboração lenta e amorosa da matéria através dos reinos inferiores, até desabrochar no reino hominal.
A marca do Obreiro em sua Obra
A Consciência Inata, a Reencarnação e o Selo Divino no Ser Humano
Descartes, na terceira de suas Meditações Metafísicas, declara que a ideia de Deus está impressa no homem "como a marca do obreiro na sua obra".
Essa ideia de Deus é inata no homem e o impele à perfeição.
Ela decorre do princípio da reencarnação, que foi provado pelo Espiritismo através de pesquisas.
Por outro lado, as ideias de Deus, da sobrevivência e do bem e do mal existem e sempre existiram entre todos os povos.
A lei de Deus está escrita na consciência do homem, como a assinatura do artista em sua obra
(Nota do Tradutor Herculano Pires)
Pense nisto: quando um pintor genial termina uma tela ou um escultor molda uma obra-prima, eles deixam a sua assinatura gravada ali. Nós somos a obra-prima da criação.
A ideia de Deus, a noção do que é o bem, a justiça e a certeza de que a vida continua depois do túmulo não são conceitos que aprendemos na escola ou na igreja; são ideias inatas, carimbadas na nossa lma.
Herculano Pires faz-nos notar que essa intuição universal — presente em todas as épocas e em todos os povos da Terra — é a prova viva da reencarnação. Através das nossas múltiplas vidas, fomos acumulando experiências e gravando essa bússola na alma. É por isso que, no fundo, todos nós trazemos um impulso natural que nos empurra para a frente, um desejo íntimo de sermos pessoas melhores. Nós somos o poema e Deus é o poeta; trazemos a assinatura do Artista Supremo impressa no santuário da nossa própria consciência.
LE - 631
A Inteligência Como Guia: Discernir o Bem e o Mal
Estudo da Questão 631 de O Livro dos Espíritos — A Escolha Consciente
O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais > Capítulo I — Da lei divina ou natural - O bem e o mal. - 631 (se desejar, veja na Kardecpedia)
631. Tem meios o homem de distinguir por si mesmo o que é bem do que é mal?
“Sim, quando crê em Deus e o quer saber. Deus lhe deu a inteligência para distinguir um do outro.”
Esta lição tira o ser humano da posição de vítima ou de dependente de regras externas.
Kardec pergunta diretamente se nós temos a capacidade de descobrir, sozinhos, o que é certo e o que é errado. E a resposta dos Espíritos é um "Sim" vibrante!
Mas repare que existem duas condições simples: "quando crê em Deus" (ou seja, quando reconhece que existe uma inteligência e uma lei de amor maior que rege o Universo) e, o mais importante, "quando o quer saber" (um ato de pura vontade e intenção sincera).
Deus não nos deixou no escuro, esperando por milagres ou julgamentos; Ele deu a cada um de nós a inteligência. Usar a mente para raciocinar, compreender as consequências dos nossos atos e escolher o caminho que constrói a paz e o amor é o nosso dever máximo. Nós temos a bússola, temos o mapa e temos a capacidade de navegar.
A escolha de caminhar em direção à luz está inteiramente nas nossas mãos!