top of page
logo-casa (1).png

# 50 Podcast

Sueli Machado

A Lei Divina ou Natural 4

As criações do homem determinam o seu amanhã. O nosso presente nada mais é do que o reflexo vivo das nossas escolhas passadas. Dotados de livre-arbítrio e guiados pela Consciência, temos em mãos a ferramenta para discernir e moldar o futuro que iremos habitar.


Nesta esclarecedora Palestra proferida no Centro Espírita Friburguense, a palestrante Sueli Machado faz um convite à Realidade profunda. Confrontando o "Senso Comum" e as inversões de valores da sociedade moderna, o estudo analisa as contradições do que chamamos de "normalidade" no nosso dia a dia. À luz da Lei Natural ou Divina — que permanece imutável — somos chamados a despertar a lucidez e a transformar as nossas atitudes. 


Se procura respostas profundas para os dilemas da atualidade e deseja alinhar a sua conduta com as leis morais da vida, esta reflexão baseada na Doutrina Espírita é para si!

00:00 Tema\Data\Palestrante 

00:08 Prece 

00:44 Palestra 

01:41 Glândula Pineal 

03:52 Dr. Sérgio Felipe 01 

05:50 Dr. Sérgio Felipe 02  

07:09 LE-631  

22:49 LE-632 

26:37 Óbulo da Víúva 

27:50 LE-632  

31:16 LE-633  

35:46 Salmo 23 

36:28 o “Normal” e o Desrespeito 

38:24 Os Efeitos da Mentira 

42:00 Poder-Dinheiro-e o Ter 

45:09 Homens Puros 

48:25 o Passar pela Vida 

49:16 Últimas Oportunidades... 

50:37 Filme: O Livro de Eli 

51:14 Estória de Eli 

Sueli Machado

Seção 01: Glândula Pineal


A antena da alma: como a biologia do cérebro desmistifica a mediunidade e prova a nossa natureza espiritual?

Glândula Pineal


No espiritismo, a glândula pineal é considerada o órgão físico que conecta os planos espiritual e material. 

Ela também é vista como o órgão relacionado à mediunidade. 


Principais conceitos:

• A glândula pineal é o órgão físico ligado ao chacra coronário. 

• Ela é responsável pela existência da vida no plano espiritual e mental. 

• A glândula pineal é fundamental para o corpo etéreo. 

• Ela comanda as emoções, pois tem acesso irrestrito a todo o sistema endócrino. 

• Ela também seria capaz de dirigir as forças do inconsciente apenas com o poder da vontade. 


Conceitos tirados dos sites pelo Google:

 

O quê o Espiritismo fala sobre a glândula pineal?


A glândula pineal, para os espíritas, seria o órgão físico relacionado ao chacra coronário e, portanto, seria ela a interface entre os planos espiritual (ou o dito perispírito) e material. Seria o órgão material relacionado à mediunidade, ou seja, às faculdades de interação entre os planos.


Qual a importância da glândula pineal para a mediunidade?

Segundo a Doutrina Espírita de Allan Kardec, a glândula pineal é responsável pela existência da vida no plano espiritual e no plano mental, sendo fundamental para o corpo etéreo.


Caso você desejar se aprofundar um pouco mais veja na - Enciclopédia Espírita online 

A análise da glândula pineal sob a ótica espírita destrói de vez a velha ilusão do materialismo, que tenta reduzir o ser humano a um amontoado de carne e reações químicas. Graças aos ensinamentos dos benfeitores espirituais, como André Luiz, compreendemos que o cérebro físico possui uma verdadeira "antena" biológica perfeitamente desenhada pelas Leis Divinas para captar as ondas mentais e eletromagnéticas do plano invisível. A mediunidade não é um milagre ou uma fantasia mística: é uma função de senso-percepção perfeitamente ancorada na biologia humana.

No entanto, o homem moderno vive anestesiado pelo excesso de estímulos visuais e pela agitação das telas, ignorando os comandos da própria vontade. Como a Sueli pontua de forma brilhante, o "senso comum" da nossa sociedade dita que somos governados pelos instintos e pelas emoções inferiores. A verdade espiritual mostra o inverso: a pineal é o laboratório onde a nossa vontade consciente deve assumir as rédeas do sistema nervoso, refinando as energias psíquicas para o bem comum. Entender a função transcendental da epífise é um chamado urgente para cuidarmos da nossa higiene mental e compreendermos que cada pensamento nosso emite forças que nos sintonizam com a luz ou com as sombras.

Seção 02: A bússola interna: como a inteligência e a vontade sincera nos libertam das ilusões do "senso comum"?
O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo I — Da lei divina ou natural - O bem e o mal – 631

631. Tem meios o homem de distinguir por si mesmo o que é bem do que é mal?

“Sim, quando crê em Deus e o quer saber. Deus lhe deu a inteligência para distinguir um do outro.”


(Veja mais na Kardecpedia)

A resposta dos Benfeitores nesta questão derruba qualquer desculpa que costumamos dar para justificar os nossos erros de conduta. Muitas vezes, escudamo-nos no argumento de que "o mundo está confuso" ou de que "toda a gente faz assim" para nos deixarmos arrastar pelas correntes da massificação social. No entanto, os Espíritos são categóricos: Deus equipou cada um de nós com a inteligência necessária para discernir o caminho reto, exigindo apenas uma condição: querer saber.

Como a Sueli pontua de forma muito feliz nesta palestra, o grande perigo da atualidade é aceitarmos cegamente o chamado "senso comum" como sinônimo de normalidade. Se a sociedade inverte os valores e passa a considerar o egoísmo, o orgulho ou o status moderno como comportamentos aceitáveis, o erro continua a ser erro.

A Lei Divina permanece imutável. Utilizar a nossa inteligência sob a luz da Consciência é o convite urgente deste episódio para que deixemos de ser apenas reflexos do meio e passemos a ser criadores conscientes de um futuro baseado no verdadeiro Bem.

Seção 03: A regra de ouro da empatia: como a máxima de Jesus nos protege do autoengano nas escolhas diárias?


O Livro dos Espíritos — Parte Terceira: Das Leis Morais — Capítulo I: Da Lei Divina ou Natural — O Bem e o Mal — 632

632. Estando sujeito ao erro, não pode o homem enganar-se na apreciação do bem e do mal, e crer que pratica o bem quando em realidade pratica o mal?

“Jesus disse: vede o que quereríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis.”


(Veja mais na Kardecpedia)

Se na anterior vimos que o homem tem a inteligência para distinguir o bem do mal, aqui Kardec traz o receio mais comum: o risco de nos enganarmos por conta das nossas fraquezas e da influência do meio. A resposta dos Espíritos, invocando a máxima de Jesus, é de uma simplicidade avassaladora.

Esta questão expõe a nossa tremenda capacidade de criar desculpas para camuflar o nosso egoísmo. Muitas vezes, criamos narrativas na nossa mente para acreditar que estamos a agir bem, quando no fundo estamos apenas a defender as nossas conveniências, o nosso orgulho ou o nosso status moderno, como a Sueli bem apontou sobre as armadilhas do "senso comum". O homem engana-se porque quer desculpar-se.

Para liquidar com qualquer dúvida ou sofisma, os Benfeitores trazem de volta a bússola universal deixada pelo Cristo: colocarmo-nos, com honestidade, no lugar do outro. Na Nova Era que estamos a construir, a verdadeira inteligência não se mede pela capacidade técnica, mas sim pela profundidade da empatia. Se antes de falarmos, postarmos nas redes sociais ou tomarmos uma decisão em família fizermos a pergunta sincera: "Eu gostaria que fizessem isto comigo?", o véu do orgulho cai por terra. É a caridade em ação desarmando as ilusões do mundo exterior.

Seção 04: A voz do "basta": como os nossos excessos geram os sofrimentos que depois tentamos culpar a vida?


O Livro dos Espíritos - Parte terceira — Das leis morais - Capítulo I — Da lei divina ou natural - O bem e o mal – 633

633. Essa regra do bem e do mal, que se poderia chamar de reciprocidade ou de solidariedade, é inaplicável ao proceder pessoal do homem para consigo mesmo. Achará ele, na lei natural, a regra desse proceder e um guia seguro?

“Quando comeis em excesso, verificais que isso vos faz mal. Pois bem: é Deus quem vos dá a medida daquilo de que necessitais. Quando excedeis dessa medida, sois punidos. Em tudo é assim. A lei natural traça para o homem o limite das suas necessidades. Se ele ultrapassa esse limite, é punido pelo sofrimento. Se atendesse sempre à voz que lhe diz basta, evitaria a maior parte dos males cuja culpa lança à natureza.”


(Veja mais na Kardecpedia)

Se na questão anterior os Espíritos fixaram a regra da reciprocidade para o trato com o próximo, aqui Kardec questiona os limites das ações do homem para consigo mesmo. A resposta é uma lição profunda sobre o autodomínio, as nossas necessidades reais e a voz do equilíbrio íntimo.

O ensinamento contido nesta questão espelha a nossa sociedade de excessos e o modo como ignoramos a ecologia interna do espírito, culpando a natureza pelas nossas próprias escolhas. Os Benfeitores mostram que a dor decorre de ultrapassar os limites da Lei Natural, e que escutar a voz íntima - que diz basta - evita a maior parte dos nossos males.

Seção 05: O campo de batalha da alma: como as tribulações e as dores morais provam a nossa verdadeira força?


O Evangelho segundo o Espiritismo - Capítulo V — Bem-aventurados os aflitos - Instruções dos Espíritos - Bem e mal sofrer - 18

O óbolo da viúva


6. Muita gente deplora não poder fazer todo o bem que de-sejara, por falta de recursos suficientes, e, se desejam possuir riquezas, é, dizem, para lhes dar boa aplicação. É sem dúvida louvável a intenção e pode até nalguns ser sincera. Dar-se-á, contudo, seja completamente desinteressada em todos? Não haverá quem, desejando fazer bem aos outros, muito estimaria poder começar por fazê-lo a si próprio, por proporcionar a si mesmo alguns gozos mais, por usufruir de um pouco do supérfluo que lhe falta, pronto a dar aos pobres o resto?

Esta segunda intenção, que esses tais porventura dissimulam aos seus próprios olhos, mas que se lhes depararia no fundo dos seus corações, se eles os perscrutassem, anula o mérito do intento, visto que, com a verdadeira caridade, o homem pensa nos outros antes de pensar em si. O ponto sublimado da caridade, nesse caso, estaria em procurar ele no seu trabalho, pelo emprego de suas forças, de sua inteligência, de seus talentos, os recursos de que carece para realizar seus generosos propósitos.

Haveria nisso o sacrifício que mais agrada ao Senhor. Infelizmente, a maioria vive a sonhar com os meios de mais facilmente se enriquecer de súbito e sem esforço, correndo atrás de quimeras, quais a descoberta de tesouros, de uma favorável ensancha aleatória, do recebimento de inesperadas heranças, etc. Que dizer dos que esperam encontrar nos Espíritos auxiliares que os secundem na consecução de tais objetivos?


Certamente não conhecem, nem compreendem a sagrada finalidade do Espiritismo e, ainda menos, a missão dos Espíritos a quem Deus permite se comuniquem com os homens. Daí vem o serem punidos pelas decepções, (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, nos 294 e 295.)

Aqueles cuja intenção está isenta de qualquer idéia pessoal, devem consolar-se da impossibilidade em que se vêem de fazer todo o bem que desejariam, lembrando-se de que o óbolo do pobre, do que dá privando-se do necessário, pesa mais na balança de Deus do que o ouro do rico que dá sem se privar de coisa alguma, grande seria realmente a satisfação do primeiro, se pudesse socorrer, em larga escala, a indigência; mas, se essa satisfação lhe é negada, submeta-se e se limite a fazer o que possa.


Aliás, será só com o dinheiro que se podem secar lágrimas e dever-se-á ficar inativo, desde que se não tenha dinheiro? Todo aquele que sinceramente deseja ser útil a seus irmãos, mil ocasiões encontrará de realizar o seu desejo. Procure-as e elas se lhe depararão; se não for de um modo, será de outro, porque ninguém há que, no pleno gozo de suas faculdades, não possa prestar um serviço qualquer, prodigalizar um consolo, minorar um sofrimento físico ou moral, fazer um esforço útil. Não dispõem todos, à falta de dinheiro, do seu trabalho, do seu tempo, do seu repouso, para de tudo isso dar uma parte ao próximo? Também aí está a dádiva do pobre, o óbolo da viúva.


(Veja na Kardecpedia)

O item 18 do capítulo V de O Evangelho segundo o Espiritismo, ditado por Lacordaire, esclarece que a promessa do Reino dos Céus não se destina a todos os que sofrem na Terra, mas sim àqueles que sabem "sofrer bem", suportando as provas com coragem e fé na bondade de Deus. O benfeitor utiliza a figura do militar que anseia pela linha de fogo para obter uma ascensão, convocando o homem a alegrar-se quando enviado para as lutas e amargores da existência, onde o domínio sobre a impaciência, a cólera ou o desespero constitui a verdadeira vitória moral.

Esta lição desconstrói completamente a postura de vitimização tão comum na nossa sociedade contemporânea. Muitas vezes, diante das contrariedades do ambiente doméstico, das pressões do trabalho ou dos embates do "senso comum", a nossa primeira reação é o desânimo, a queixa ou a revolta. Agimos como soldados que recusam a trincheira, buscando um repouso ilusório que apenas entorpeceria as faculdades da nossa alma.

Como a palestra da Sueli nos convida a compreender, as nossas criações determinam o nosso porvir, e o fardo atual é sempre proporcional às nossas forças espirituais. Vencer no campo de batalha quotidiano não exige armas físicas, mas sim o autodomínio absoluto sobre as nossas próprias reações inferiores. Quando conseguimos engolir um orgulho ferido, travar uma palavra de cólera ou suportar uma contrariedade moral com serenidade, estamos finalmente a sintonizar a nossa mente com a Nova Era. O verdadeiro "mais forte" não é quem agride ou impõe o seu status, mas sim aquele que domina a si mesmo.

Seção 06: O refúgio na tormenta: como encontrar águas tranquilas e refrigério para a alma em tempos de caos?


Antigo Testamento - Livro dos Salmos - Salmo 23 (se desejar, veja na Bíblia Online)

Salmo 23


• O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.


• Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.


• Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.


• Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.


• Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.


• Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.

O Salmo 23 de Davi complementa perfeitamente a fala da Sueli Machado sobre os "amargores da vida" e as provações do mundo atual que analisámos no bloco anterior. Quando a alma cansa das inversões de valores do "senso comum", é na confiança única desse Pastor Celeste que encontramos refúgio.

Davi legou à humanidade o mais perfeito hino de confiança e entrega filial às Leis Soberanas da Vida. Numa sociedade dominada pela ansiedade e pela ilusão de que controlamos o amanhã, o Salmo 23 funciona como um convite enérgico à pacificação íntima. A promessa de que "nada nos faltará" não se refere a bens materiais ou ao status efémero do mundo moderno, mas sim aos recursos espirituais necessários para a nossa evolução moral e superação das dores quotidianas.

Como a Sueli Machado ressalta nesta palestra, as crises e os embates com o "senso comum" são reais, e por vezes sentimo-nos a caminhar pelo "vale da sombra da morte", rodeados pela indiferença e pelos conflitos interpessoais. No entanto, à luz da Doutrina Espírita, compreendemos que nunca estamos sós. O "cajado" e a "vara" do Criador são os mecanismos justos da Lei Natural que nos corrigem e amparam. Quando esvaziamos a mente das cobranças externas e sintonizamos com a espiritualidade superior, a nossa alma é refrigerada e a bondade divina segue-nos como um guia seguro para a Nova Era que se aproxima.

​

​

​

​

bottom of page